O plantio do café conilon, mais conhecido como café clonal, começa a sair do papel em Mato Grosso. Isso porque um dos maiores apoiadores do projeto, deputado estadual Silvano Amaral (PMDB), buscou recursos junto ao governo com o objetivo de que a plantação obtenha êxito no estado. Nesta quarta-feira (3), o parlamentar esteve novamente na Secretaria de Estado de Agricultura e Regularização Fundiária (Sedraf), onde conseguiu resposta positiva ao plantio.
Segundo o secretário da pasta, Suelme Fernandes, os trâmites legais para o processo licitatório estão previstos para o mês de maio deste ano. Para isso haverá um investimento na ordem de R$ 500 mil de iniciativa do deputado Silvano, através de emenda parlamentar, outros R$ 300 mil em emenda pela bancada, além de todo suporte técnico sob responsabilidade da Sedraf. O que deve totalizar um investimento de quase R$ 1 milhão.
Silvano Amaral, um dos grandes incentivadores da plantação do clonal no estado, acredita que este tipo de investimento vai melhorar a vida do homem do campo, através de um produto mais rentável e que produz o dobro que o café tradicional, mesmo que plantado em uma mesma escala.
Isso significa que, enquanto se colhe 70 sacas do café tradicional, com base em um hectare de terra (10.000²), o café clonal poderá render até 150 sacas, ou seja, mais que o dobro da matéria-prima em uma proporção igual de plantio. Em Colniza já existe o projeto em andamento. No ano passado, o deputado Silvano esteve na região e junto com o prefeito da cidade, Assis Raupp, acompanhou de perto todo processo.
Raupp viabilizou mais de 90 mil mudas, que foram plantadas em uma chácara da região, como projeto-piloto. O município ainda conta com mais 1.200 mudas na unidade demonstrativa da Secretaria Municipal de Agricultura, que também serão doadas, em breve, e servirão de experimento aos produtores da região.
Com essa experiência, o município de Colniza pretende obter dois milhões de mudas, tendo em vista que cada pé produz até dez mudas, e assim pulverizar a região. Vale ressaltar que o café na região Norte do estado, é a segunda matéria-prima que mais gera renda, tendo em vista que o gado de corte lidera o ranking de maior produção.
A ideia que começou em Colniza, agora se expande para cidades adjacentes, como Aripuanã, Cotriguaçu e Juruena. Ainda de acordo com Silvano, os municípios de Rondolândia, Juína, Nova Bandeirantes, Nova Monte Verde e Castanheira, também serão contemplados.
CAFÉ CONILON - O café conilon, por ser uma espécie mais rústica, possui algumas vantagens sobre o café tradicional, como maior resistência às doenças e pragas, maior tolerância à temperatura mais elevada – que é o caso de Mato Grosso, onde os termômetros chegam a registrar 47° C e à deficiência hídrica.
Além disso, o conilon possui maior teor de cafeína e sólidos solúveis, características importantes para a indústria de café solúvel. Outra vantagem é a elevada produtividade, que, dependendo do material genético, chega a produzir até três vezes mais que o café tradicional.
A produtividade média do conilon pode variar conforme o nível de tecnologia adotado pelo agricultor. O custo de produção desse tipo de café, em algumas fases, supera o do café tradicional, observadas a aquisição de mudas clonais e as podas necessárias durante a condução da lavoura.
Fonte: 24 Horas News
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