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 FERNANDA ESCOUTO

A Assembleia Legislativa está prestes a ter mais uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada. O primeiro-secretário da Casa, deputado Ondanir Bortolini, o “Nininho” (PR), foi quem afirmou que irá propor a investigação do Grupo JBS.

Marcos Lopes/HiperNotícias
Deputado Nininho
Nininho vê monopólio da JBS em Mato Grosso e quer instalar CPI contra o grupo 
Durante depoimento do diretor de tributos da JBS, Valdir Aparecido Boni, à CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal, Nininho não poupou críticas ao grupo, o chamando de “canalha”.

“O que aconteceu em Mato Grosso é inadmissível. Havia tantas plantas frigoríficas nesse Estado, de famílias tradicionais que exploravam esse mercado e criavam oportunidades e opções. Mas hoje, o produtor é obrigado a vender para um grupo corrupto desse, um grupo canalha, que pega o dinheiro público para vir aqui fazer o que estão fazendo com nosso país, com nosso Estado”.

Além de destacar que a JBS recebeu incentivos fiscais indevidamente, através de crédito outorgado e do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), o primeiro-secretário também acusou a empresa de um suposto monopólio no Estado.

“Quero saber qual é a mágica que esse grupo faz para comprar aqui 22 plantas frigoríficas, fechar 12, e simplesmente alugar as outras ou pagar aluguel para ficar fechado, simplesmente para acabar com a concorrência, para criar um monopólio”, completou.

Ainda durante a sua fala na CPI de Sonegação Fiscal, Nininho disse que o Grupo JBS não merecia sequer ser respeitado, já que seu crescimento é fruto de interveniências de políticos mal-intencionados.

“Se o grupo não tiver confortável, para nós é um favor que eles se retirem de Mato Grosso, porque eles vieram aqui para acabar com o mercado de emprego do nosso estado. Essas plantas que foram fechadas deixaram no mínimo 8 mil desempregados diretos”.

Divulgação
JBS/fachada
Nininho finalizou garantindo que apresentará requerimento logo na primeira sessão após o Carnaval, solicitando a abertura de uma nova CPI contra a JBS. Porém, como já existem 4 comissões em andamento na Assembleia, o parlamentar precisa colher a assinatura de 16 colegas para instaurar a próxima.

“Eu vou buscar as assinaturas, pois eu quero saber qual é a mágica que esse grupo faz. Como eles deram conta de chegar num estado, comprar plantas frigoríficas que custam milhões de reais e fechar as portas. Ninguém sobrevive dessa forma se você não tiver dinheiro fácil no meio e dinheiro fácil tem que ser investigado”.

ACORDO NEGADO
Em janeiro passado, o juiz Luís Aparecido Bortolussi Júnior, da Vara Especializada de Ação Civil Pública e Ação Popular de Cuiabá, negou a homologação de um acordo firmado entre a empresa JBS/Friboi com o Ministério Público Estadual (MPE), que resultaria na extinção parcial de uma ação cível que resultou no bloqueio de R$ 73,5 milhões da maior rede de frigoríficos do país e de outros réus.

Caso o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) fosse validado pelo magistrado, a JBS e o diretor Valdir Aparecido Boni seriam "inocentados" de qualquer participação no suposto esquema denunciado pelo próprio MPE, que ainda tem como réus o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e os ex-secretários Pedro Nadaf (Casa Civil), Marcel de Cursi (Fazenda) e Edmilson José dos Santos (Fazenda). De acordo com a denúncia do MPE, os agentes públicos agiram em conluio para conceder benefícios fiscais irregulares para a JBS/Friboi.

Fonte: HiperNoticias
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