A mudança na notificação é resultado de uma análise criteriosa dos métodos de acompanhamento do vírus zika no Brasil
Não houve alteração no número de óbitos, que continua em três, todos ainda em investigação, aguardando o resultado de exames para confirmação das causas.
Os casos de microcefalia estão distribuídos em 28 municípios de Mato Grosso. A maioria deles em Rondonópolis (76 casos) e Cáceres (48 casos).
Foram registrados casos suspeitos em mais duas cidades: Aripuanã (um caso) e Nova Mutum (dois casos). A orientação da Secretaria de Saúde (SES) é para que os municípios investiguem os casos para confirmação, de acordo com o Protocolo de Vigilância, e intensifiquem o acompanhamento dos casos pela atenção à saúde.
Notificação
Todos os casos suspeitos de zika deverão ser comunicados pelos médicos, profissionais de saúde ou responsáveis pelos estabelecimentos de saúde, públicos ou privados, às autoridades de saúde, semanalmente, em todo país.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União por meio da portaria 204, de 17 de fevereiro de 2016. Nos casos de gestantes com suspeita de infecção pelo vírus ou de óbito suspeito, a notificação será imediata, ou seja, deverá ser feita em até 24 horas.
A coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde, Flávia Guimarães, destaca que a medida é bem-vinda. “A notificação deve ser feita às autoridades sanitárias por profissionais de saúde, visando à adoção das medidas de controle pertinentes”, disse.
A mudança na notificação é resultado de uma análise criteriosa dos métodos de acompanhamento do vírus zika no Brasil. Até então, a doença era monitorada por meio do sistema de vigilância Sentinela para prestar apoio às medidas de prevenção à doença.
O zika é uma doença nova no Brasil, tendo sido identificada pela primeira vez em maio de 2015 e, como qualquer nova patologia identificada, necessita de estudos e reavaliações periódicas.
Fonte: Midia News
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