Um garimpeiro de 50 anos morreu após desmoronamento no garimpo ilegal na Serra da Borda, em Pontes e Lacerda, a 483 km de Cuiabá, nesta quarta-feira (13). Ele estava acompanhado com outros homens em um buraco de aproximadamente 30 metros de profundidade e 1,5 metro de largura quando foi atingido por pedras que se soltaram das laterais, segundo boletim de ocorrência registrada na Polícia Civil de Comodoro, a 677 km da capital, pelos companheiros de trabalho.
Francisco Ribeiro dos Santos é de Campo Novo do Parecis, a 397 km de Cuiabá, e tinha ido para o garimpo, que, pelo volume de ouro extraído, ficou conhecido como 'Nova Serra Pelada', junto com um grupo de moradores daquela cidade, havia cerca 30 dias.
O desmoronamento, como consta nos relatos de um colega à polícia, ocorreu a aproximadamente 6 metros acima do local onde a vítima estava. Após o acidente, a testemunha disse ter sido socorrido o garimpeiro com a ajuda de outros companheiros de trabalho.
A testemunha disse ter dado um banho na vítima, que estava suja de terra, e um medicamento para amenizar as dores. Segundo esse mesmo colega, a vítima pediu para não ser levada para Pontes e Lacerda, cidade mais próxima do garimpo, mas para Campo Novo do Parecis, onde morava.
No caminho, no entanto, Francisco começou a passar mal. Ele estava sendo levado para um hospital em uma caminhonete de um dos colegas. Como os colegas perceberam que ele tinha ficado insconsciente, pararam e o levaram em um hospital de Comodoro. Lá, os médicos constaram que ele já tinha falecido. Com isso, os funcionários acionaram a polícia, que ouviu as testemunhas sobre o ocorrido.
O delegado André Ribeiro, que ouviu as duas pessoas que estavam com a vítima, afirmou que o caso vai ser investigado pela Delegacia de Pontes e Lacerda, onde ocorreu o acidente. "Eles ficaram com medo de socorrê-lo em Pontes e Lacerda e serem presos. Daí queriam o levar para Campo Novo do Parecis", afirmou.
Segundo ele, Francisco estava junto com outras 10 pessoas também de Campo Novo do Parecis.
Prazo de 30 dias
Até o próximo dia 19, deve ser concluída a desocupação do garimpo. A Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) informou que, nesta quinta-feira (13), foi feita uma reunião entre as polícias Militar, Civil, Federal, Rodoviária e do Ministério Público Estadual e uma comissão de garimpeiros para negociar a saída.
Na oportunidade, os garimpeiros solicitaram o prazo de 30 dias para esvaziar a área, que vem sendo amplamente explorada desde meados do ano passado. Ficou acordado que só serão presos os garimpeiros presos com ouro, droga e arma até esta sexta-feira (15), mas que eles devem desocupar a área até o início da semana que vem.
Determinação judicial
No dia 26 de dezembro, foi determinada pela Justiça que o governo do estado e a União apresentassem no prazo de 15 dias, a contar daquela data, um projeto prevendo a desocupação e isolamento do garimpo.
Fonte: G1
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