Em entrevista à Rádio Centro América FM, nesta quarta-feira (13), o tucano disse que os rivais fizeram “a coisa errada” na vida pública.
“Seja frio ou seja quente, não seja morno. Eu não sou morno. Tenho posições. Um dia desses, vi uma crítica de que não se faz inimigos em política. Eu tenho orgulho dos meus inimigos. Os meus inimigos na política tentaram me inviabilizar em vários sentidos porque fizeram coisa errada”, disse.
O governador afirmou, ainda, ser um homem de posições definidas e, por conta disso, passou os quatros anos no Senado fazendo oposição a presidente Dilma Rousseff (PT).
Seja frio ou seja quente, não seja morno. Eu não sou morno. Tenho posições. Eu tenho orgulho dos meus inimigos
“Eu tenho lado, o lado de fazer a coisa certa, o lado da transformação. E, por isso, fui eleito governador de Mato Grosso. Sou daqueles que têm posições, não sou um político morno. Minhas posições podem ser até erradas, porque não sou o dono da verdade, mas eu tenho posições”, afirmou.
“E a oposição tem que ser oposição. Eu, como senador, por quatro anos, fui independente, não tinha cargo no Governo Federal. Tive dificuldade de encontrar recursos, mas hoje sou governador de Mato Grosso”, completou.
Estado prejudicado
Pedro Taques disse não acreditar que o fato de ainda ser oposição ao Governo petista possa prejudicar sua gestão e o Estado de Mato Grosso.
Ele disse tratar de modo igual, também, os prefeitos que não o apoiaram na eleição de 2014.
“Alguns dizem que, por conta dessas minhas posições, posso ser prejudicado pelo Governo Federal. Isso é conversa fiada. Mato Grosso ajuda muito a União e o Brasil, tivemos um superávit de quase R$ 13 bilhões”, afirmou.
Tenho lado que é o lado de fazer as transformações que o Estado exige. O dia em que o cidadão entender que estou errado, vou perder e eleição e vou para casa
“Presidente da República, seja homem ou mulher, de qualquer partido, tem que respeitar Mato Grosso. A forma como a presidente trata Mato Grosso é a mesma forma como eu trato os prefeitos que são de outros partidos que não me ajudaram a chegar neste cargo”, disse.
Por fim, o governador defendeu que o PSDB intensifique os posicionamentos de oposição ao atual Governo.
“Precisamos entender que política não é pessoal, mas há alguns que pessoalizam. Eu tenho lado que é o lado de fazer as transformações que o Estado exige. O dia em que o cidadão entender que estou errado, vou perder a eleição e vou para casa”, afirmou.
“Por isso, respeito o Governo Federal, a presidente da República, mas equívocos e erros foram praticados na condução da política macroeconômica. E é isso o que estou dizendo ao PSDB. O cidadão diz: a presidente Dilma é situação, o PSDB é oposição. Oposição é para ficar na oposição, não tem mulher meio grávida”, completou
Fonte: DOUGLAS TRIELLI /Midia News
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