Produtores do Nortão estão preocupados com a falta de chuvas e na queda da produtividade do grão
Considerada a maior produtora mundial de soja, a cidade de Sorriso, no nortão do Estado vem sofrendo com um problema que vai além da capacidade dos produtores em aumentar a produção: a seca. A região, por estar encravada na floresta amazônica sempre foi beneficiada por constantes e generosas chuvas. Atualmente não vê o precioso líquido cair do céu. Resultado: a produtividade já está comprometida e a cidade deverá perder o que tem de maior orgulho: o topo do ranking na produção mundial de soja.
A falta de chuva na região vem afetando os produtores de todas as cidades que tem como seus carros chefes a plantação de grãos, notadamente a soja. E, em Sorriso, a questão é ainda mais delicada devido a posição da cidade no cenário econômico. O problema maior é que a falta da chuva chegou exatamente em um momento complicado para os produtores que reclamam dos problemas políticos e econômicos do país, da queda dos preços internacionais, da alta do dólar e, consequentemente, do aumento no valor dos insumos utilizados na produção.
Aliado a estes fatores, os produtores sabem que vão sofrer com um outro inimigo feroz: a Argentina, que com um novo governo confirmou redução de impostos e favorecimento no aumento de vendas de soja. Aja dor de cabeça para os produtores de Sorriso.
Na Aprosoja, o comentário feito ao portal de notícias 24 Horas News é que tudo está “conspirando contra o produtor” e que o problema do clima inibe o planejamento para os próximos meses.
A Aprosoja diz que em algumas lavouras a soja plantada a 80 dias cresceu apenas 30 cm, quando deveria estar neste final de ano com 100 cm de altura. “O grão não desenvolve. Falta chuva, água. É um prejuízo certo”, dispara um produtor que diz que a rentabilidade ficará abaixo do prevista com uma colheita de apenas 11 sacas por hecatare.
Sorriso tem 620 mil hectares plantados com soja, e pelo menos 20% dessa área tem lavouras em estágio ruim.
O município vive 100% do agronegócio. Perspectivas ruins para o setor acabam influenciando na atividade de toda a cidade, de vendas de roupa a um aumento de custo de vida.
Com a economia da região altamente ligada à soja, o problema também pode afetar a arrecadação do Estado.
O Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) estima que o Estado já perdeu perto de 4% da produção prevista para a safra de 2015/16 -ou 1 milhão de toneladas. Mas há estimativas de perda de até 3 milhões de toneladas no Estado.
Fonte: Jonas Jozino / 24 Horas News
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