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Após a morte de rapazes, índios Enawenê Nawê deixaram de circular por Juína

Em Juína entidades políticas, militares e civis debatem sobre questões indígenas
Foto: Reprodução
Representantes do Legislativo, Executivo, das polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros e da subseção da OAB em Juína se reuniram, pela terceira vez, na noite desta segunda (28), para debater questões indígenas na região. Segundo o vereador Sandro Cândido da Silva (PT), os encontros são consequência da morte de dois jovens, supostamente causadas por indígenas da etnia Enawenê Nawê, no último dia (9).

De acordo com o vereador, a intenção do grupo é criar um fórum permanente para debater questões como a demarcação do território indígena, casos de cobrança de pedágio, as atitudes e a relação com os não índios, entre outras. “Porque não podemos somente centralizar nessa questão dos assassinatos, temos outros assuntos que devem ser resolvidos”, explica o parlamentar.

Segundo Sandro, o Ministério Público Federal (MPF) e a Fundação Nacional do Índio (Funai) também foram convidados para integrar o fórum, porém ainda não teriam se manifestado. A reunião de hoje deve servir para delimitar as diretrizes. A Funai, por meio de um colaborador que atua no município, informou que ainda não foi convidada oficialmente sobre as reuniões do grupo.

O vereador Paulo Roberto Tiepo (PSD) conta que o grupo já chegou a conversar com os índios da etnia em questão para evitar o fechamento de rodovias antes do natal. “Estamos acompanhando de perto essa questão”, afirma. Conforme o parlamentar, após a morte dos rapazes, os Enawenê Nawê deixaram de circular por Juína. Tiepo comenta que moradores realizaram alguns protestos contra os índios e pediram Justiça para as famílias dos jovens assassinados.

Para o social-democrata, contudo, a ausência dos índios da cidade se deve à apreensão de quatro caminhonetes que pertenciam aos indígenas. Segundo o parlamentar, os veículos seriam frutos de furtos. O vereador critica a ausência de representantes da Funai e MPF nas reuniões e cobra ainda a presença do Ministério da Justiça. “Queremos que o Ministério da Justiça realmente tome conta da situação, são omissos, são covardes, eles não tomam providências, sempre se calam”, dispara o social-democrata.

Pedido de prisão

No último dia 15 deste mês, o delegado da Polícia Federal Hércules Ferreira Sodré divulgou a última informação sobre o caso, antes de ser decretado segredo de Justiça quanto à investigação. Na ocasião, haviam sido identificados três índios suspeitos do assassinato. O delegado pediu a prisão deles à Justiça Federal, contudo o MPF também necessita validar o pedido. Até o momento não há informações sobre a prisão dos suspeitos.
Fonte: Eduarda Fernandes Rdnews
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