Assessoria
Faltando apenas um ano de mandato, alguns prefeitos já pensam em deixar o cargo. Um dos motivos é a dificuldade de conduzir o Município em meio à situação de crise financeira que atinge todo o país e acerta em cheio as prefeituras, que contam com a menor parte do bolo tributário para fechar as contas.
Este é o caso do prefeito de Juara, Edson Piovesan (PPS). Ele garante que conseguirá fechar as contas de 2015 mas, que para o ano que vem, espera uma resposta do Governo para decidir se continuará ou não à frente do Executivo.
Na próxima semana ele deve se reunir com a equipe do Estado para discutir o convênio com o consórcio de saúde. De acordo com o prefeito, os custos com hospital e médicos que, segundo ele, seria de atribuição do Governo, estão saindo dos cofres municipais.
São cerca de R$ 920 mil mensais. “O Governo precisa assumir os gastos com a saúde, senão a única saída seria renunciar”, afirmou.
Piovesan ressalta que o Município depende desse repasse uma vez que o salário de alguns médicos chega a R$ 50 mil.“O governo federal leva a maior parte de toda a arrecadação e ainda fecha as contas no vermelho. A gente, que administra com migalhas, tem que se virar para poder fechar as contas”, avaliou o prefeito.
Quem também enfrenta difi-culdades, principalmente nas contas da Saúde, é a Prefeitura de Nova Xavantina. Conforme o prefeito Gercino Caetano Rosa (PSD), no ano passado o setor teve um custo de R$ 11,532 milhões e contou com um repasse de apenas R$ 216 mil do Estado e, para 2015, ele afirma que a situação não é diferente.
Assim, alegando razões pessoais, ele já anunciou que deixará o cargo no dia 13 de janeiro, mas garante que continuará ajudando seu vice, João Cebola (PMDB) a conduzir o Município. Anteirormente, Rosa chegou a declarar que a renúncia se deve ao fato de “não ter mais condições financeiras e nem emocionais” para continuar à frente do Executivo de Nova Xavantina.
Na tentativa de fechar as contas antes de passar sua administração a diante, já adotou uma série de medidas de contenção e desde setembro renunciou ao próprio salário e enxugou a máquina com o corte de cinco pastas. Com a decisão tomada, ele afirma que já está começando a trabalhar a equipe de transição e garante que deixa a Prefeitura de cabeça erguida, sem nenhuma mágoa.
Além deles, outros prefeitos analisam a possibilidade de renunciar ao mandato no ano que vem devido às dificuldades financeiras pelas quais os municípios vêm passando e cuja situação não deve se estabelecer antes de 2016. Com orçamento apertado, dependendo maciçamente dos repasses dos governos federal e estadual, os gestores sentem-se de mãos atadas sem a possibilidade de realizar novos investimentos.
Fonte: A Gazeta
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