“Temos que melhorar o marketing do agronegócio brasileiro. Nos Estados Unidos, o café da Colômbia te faz conhecer o burrico; a banana do Equador possui grife; e o Uruguai tem carne certificada”, citou Taques. “Por isso, criamos o Instituto Mato-grossense de Carne [IMC], com certificação e rastreabilidade. Fazemos isso em relação ao algodão, porque Mato Grosso responde por 58% da fibra produzida no Brasil. E respeitando as regras trabalhistas e regras ambientais; além disso, 56% do que produzimos vai para a China”, recordou Taques. Alguns dos presentes não deixaram de demonstrar certa surpresa com o quadro apresentado por Mato Grosso. Afinal de contas, pela primeira vez, em 15 anos de existência da feira, um Estado participa como expositor do evento que reúne grandes investidores. Nunca foi aberta ao poder público. Pedro Taques comemorou a receptividade ao trabalho de Mato Grosso. Ele causou boa impressão aos empresários, que agora conhecem as ferramentas usadas pela administração para superar o desafio de administrar um dos poucos estados que crescerá, mesmo diante do cenário negativo devido à crise econômica nacional.
“A ideia foi de mostrar que Mato Grosso vive um novo momento, é um Estado que ajuda muito o Brasil e o Brasil precisa ajudar mais Mato Grosso. Os números mostram isso, enquanto São Paulo exportou US$ 20 bilhões em 2013, Mato Grosso exportou US$ 16 bilhões, com apenas 1,6% da população no Brasil. Isso mostra que estamos contribuindo com o superávit da balança comercial brasileira, só em 2013 foram US$ 13 bilhões, em 2014 outros US$ 12,5 bilhões”, argumentou Taques, com base em dados econômicos, para facilitar o entendimento dom empresariado.
Pedro Taques avaliou o cenário atual como de crise econômica, de moral e de ética, e que isso afetará diretamente o Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Em entrevista anterior para o Olhar Direto, recentemente, Pedro Taques já tinha cobrado que o Brasil investisse mais em Mato Grosso. Mesmo com tudo isso, Mato Grosso crescerá 3% neste ano, o Brasil não é só o eixo Rio-São Paulo, a ideia é mostrar o que estamos fazendo de diferente. Temos uma administração que é técnica. Não temos vergonha de políticos, sou político e tenho orgulho disso. Mas a nossa administração precisa cumprir com os acordos de resultados que foram colocados; controlo isso no observatório governamental. cascateando até os servidor, que vai cumpria ordem até o CPF”, justificou ele.
O governador afirmou que outro eixo de trabalho da atual administração é na garantia do crescimento da economia. Conta que todos no governo precisam trabalhar para que Mato Grosso consiga aumentar a produção, preservando as regras ambientais e mantendo 65% do seu território preservado, com reservas legais, áreas de preservação permanente e áreas de conservação já existentes.
Taques falou do interesse de criar um selo para os produtos que tenham origem em Mato Grosso. “Assim como existe o café da Colômbia e a carne do Uruguai, os produtos do nosso estado também vão ganhar um selo de qualidade. A ideia é criar uma marca respeitando as regras trabalhistas e a preservação ambiental para que possamos expandir o nosso mercado”, observou ele.
Vencer o apagão de mão de obra é um dos desafios de Mato Grosso, em parceria com o Sistema ‘S’ – Fiemt, Fecomércio e Famato. Por falta de investimentos nos últimos oito anos há um apagão de mão de obra. Afirma que o Estado trabalha no fortalecimento da educação junto com o Sistema S. “Também temos que superar o problema da energia elétrica com a redução da alíquota do ICMS para que possamos ser competitivos. Essas medidas vão possibilitar a criação de um ambiente negocial no Estado”, definiu. No campo administrativo, o governador também mostrou que o governo passou a trabalhar com acordos de resultados, baseado em metodologia da iniciativa privada. “Nós criamos um sistema de gestão diferenciado, com controle. Cada secretário assinou um acordo de resultados com metas que eu acompanho por meio do nosso observatório de gestão. Com isso, é possível saber quem é responsável pelo desempenho de cada tarefa”, explicou. Durante a feira o governador também apresentou a ferramenta usada pelo Estado para controlar em tempo real o gasto para a manutenção da máquina pública. Lembrou que neste ano, por conta do uso da ferramenta e as medidas de austeridade adotadas, já foi possível economizar R$ 200 milhões.
Serviço:
A feira acontece até o dia 11 de novembro, na Transamérica Expo Center – R. Dr. Mario Villas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro, São Paulo – SP (atrás do Hotel Transamérica).
Fonte: Olhar Direto
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