Escola destaca envolvimento da Seduc para melhorar resultado Escola destaca envolvimento da Seduc para melhorar resultado
A Escola Estadual Padre Wanir Delfino César, em Cuiabá, apresentou a nota mais baixa na Prova Brasil 2013 entre as escolas da capital nos anos iniciais. À época, os alunos do 5º ano, conquistaram a nota 4,1. Após um trabalho de formação continuada com os jovens e o envolvimento da comunidade, a escola pretende alcançar a nota cinco na avaliação de 2015.
A coordenadora da escola, Gisele Martins da Silva, atribui a classificação a pouca comunicação formal entre a Secretaria de Estado de Educação e as unidades escolares. “Nós éramos informados da prova, mas não havia um trabalho uniformizado para a preparação de profissionais e alunos. As ações eram aleatórias”.
Situação que se transformou esse ano, pois os profissionais de Mato Grosso foram capacitados com práticas pedagógicas trabalhadas com os estudantes do 5º e 9º ano para a Prova Brasil. A formação ocorreu durante o planejamento estratégico do 2º semestre letivo, realizado pela Seduc por meio dos Centros de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica do Estado de Mato Grosso (Cefapros).
A comunicação direta fez com que os profissionais se sentissem mais seguros. Em relação a preparação dos estudante, a mudança destacada pela educadora é a integração das disciplinas. Antes, a escola preparava os alunos, com enfoque apenas em língua portuguesa e matemática, após a capacitação o trabalho ocorre de forma interdisciplinar.
Assim, toda equipe trabalhou com os alunos que vão fazer a prova. Simulados, projetos de leitura, matemática e preenchimento de prova e gabarito passaram a ser rotina. Os professores também trabalham a metodologia dos descritores das provas que colaboram no entendimento das questões.
“O descritivo explica ao aluno o que ele deve fazer na naquela questão, como interpretar o texto, por exemplo, e são representados por numerais. Trabalhamos com eles, para que ao ler a proposta da questão, automaticamente saiba o que deve fazer”, explica a pedagoga Fernanda Oliveira Souza, uma das professoras do 5º ano.
Fernanda Souza conta que a formação continuada focada nos eixos norteadores, português e matemática se manteve como em outros anos, mas agora, são consideras também as capacidades de cada aluno. Os educadores inclusive trabalham com as crianças com maiores dificuldades ao final do turno vespertino, dentro da hora-atividade do profissional.
A participação na prova está entre a mudança mais esperada. A coordenadora conta que nas últimas edições a prova registrava um número alto de evasão na escola, por falta desse trabalho diferenciado, “esse ano mudamos a linguagem para explicar que eles precisam fazer as provas, além da conversa, fazemos recados, cartazes”.
O trabalho de conscientização sobre a importância em fazer a prova ultrapassou os muros da escola. A coordenadora pediu o auxílio de uma rádio comunitária situada no mesmo bairro da unidade, o Grande Terceiro, para lembrar os pais que os alunos não podem faltar na próxima quarta-feira, dia 11 de novembro, data escolhida para a aplicação da prova.
Atividades
Ao todo, 142 alunos farão a Prova Brasil na escola Padre Wanir, sendo 52 do 5º ano e 90 do 9º ano. Os jovens já participaram de cerca de 20 simulados durante o ano e mais um será realizado antes da prova, no dia 11 de novembro.
Além disso, diversas atividades foram desenvolvidas, como um minimercado montado na escola com enfoque principal na disciplina de matemática. Atividade preferida da aluna do 5º ano Ranielly da Silva Borges de 10 anos.
“Eu sou melhor de português e gosto de interpretar quadrinhos. Mas eu gostei mais de matemática esse ano, com o trabalho do mercadinho. Agora acredito que vou tirar uma nota boa na prova, porque a professora sempre ajuda a gente. Ela fala que quando você tem dúvida deve perguntar. Eu sempre pergunto e sinto que estou aprendendo mais”, relata Ranielly. As meninas e meninos do 5º ano também leem livros e assistem filmes adequados a idade e foram incentivados a interpretar e criar novas histórias a partir dessas.
Benedita Ferreira de Almeida é professora de língua portuguesa do 9º ano e conta que, para estimular a leitura, propôs quatros atividades divididas bimestralmente, na última os alunos precisarão transportar o que leram para as telas, pintando. Nos bimestres anteriores, eles já fizeram o mesmo usando a modelagem e promovendo o encontro de diversos personagens em uma história criada de forma colaborativa que foi transformada em teatro de fantoche.
Para ela, foi muito importante que os estudantes do 5º e 9º ano aprendessem a transferir as respostas para o gabarito. A professora Benedita de Almeida conta que os alunos estavam acostumados com respostas descritivas e nos primeiros testes desenhavam setas ou circulavam as respostas ao invés de preencher os círculos correspondentes.
Fonte: 24 Horas News
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