Bem-vindo(a). Hoje é Juruena - MT

Imagem:Reprodução

 RODIVALDO RIBEIRO

Durante o júri popular que durou dois dias e acabou por condenar João Arcanjo Ribeiro a mais de 44 anos em regime fechado, o advogado Paulo Fabrini, responsável pela defesa do ex-bicheiro e comendador, lembrou que a atual Operação Ararath é nada além de desdobramento da operação Arca de Noé, na qual apenas seu cliente foi preso. Ao passo que devedores dele –– gente que comprovadamente fazia negócios com ele ––, terminaram por não pagá-lo. Citou textualmente o ex-deputado José Geraldo Riva (PSD), que só foi presos durante a Ararath. Riva, disse Fabrini, deveria mais de R$ 15 milhões ao comendador, mas o ex-deputado nega com veemência a dívida.O júri popular foi –– em ação comandada pelo promotor de justiça Vinícius Gahyva –– duro com Arcanjo, no mesmo tom do promotor, que disse que ele iria evoluir para santo, de tanto que negava os crimes a ele atribuídos. Foi nesse momento que a defesa fez alusão à suposta dívida milionária cujo fim seria a campanha de José Geraldo Riva em 2000/2001.

 “Nenhum centavo eu devo a ele. Nem tenho que dar satisfação pra ele. Era o dever deles guardar documento de pagamentos pros outros. Graças a Deus. E já provamos isso”, disse o ex-deputado Riva ao HiperNotícias, explicando ainda que a relação com Arcanjo era só profissional. O homem emprestou dinheiro e ele devolveu o que foi emprestado.

 

João Arcanjo Ribeiro foi condenado a 44 anos de prisão em regime fechado por ter chefiado a máfia dos caça-níqueis em Mato Grosso e ter encomendado a execução de Rivelino Brunini e Fauze Rachid Jaudy, em plena luz do dia, na Avenida do CPA. Arcanjo também responderá por uma tentativa de homicídio contra o pintor Gisleno Fernandes, que não tinha nada a ver com o crime, mas estava passando pelo local e acabou sendo atingido.Sobre a condenação, o promotor Gahyva comentou ser aquele o resultado esperado por toda a sociedade cuiabana e disso dependia um futuro melhor, mais ameno, às crianças daqui. “A sociedade não mais tolera esses casos de pistolagem e merece um ambiente limpo da criminalidade, hoje combatemos o crime organizado e vamos combater sempre. É importante que essas hipocrisias sociais que pairaram e pairam sobre o estado sejam extintas”, disse.

 Segundo o Ministério Público, o ex-comendador mandou matar Brunini por desobediência. “Quem não obedecesse as ordens de Arcanjo, acabava morrendo. Quem estava em torno de Arcanjo na época, morreu”, diz trecho do processo.O ex-deputado José Geraldo Riva se recusou a comentar a nova condenação de Arcanjo e fez questão de reforçar que sua ligação com o comendador foi somente profissional e devidamente esclarecida na Justiça. “Não tenho interesse em falar sobre esse assunto, não tenho nada a ver com isso, porque isso já foi. A única coisa que posso falar sobre o negócio com Arcanjo é que não devo um centavo a ele e que isso foi esclarecido muito tempo atrás”, garantiu o ex-presidente da Assembleia Legislativa. 

 Na época em que os crimes de pistolagem ocorriam, cheques da Casa de Leis eram negociados nas factorings de Arcanjo, trocados, descontados e vistos circulando por lá, como foi lembrado e aludido pela defesa do comendador durante o júri popular e investigado na Operação Arca de Noé.



Fonte: Hipernoticias
Marcadores: ,

Postar um comentário

O Portal DN Notícias não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros. Textos de caráter promocional, inseridos sem a devida identificação do autor ou que sejam notadamente falsos, também poderão ser excluídos.
Lembre-se: A tentativa de clonar nomes e apelidos de outros usuários para emitir opiniões em nome de terceiros configura crime de falsidade ideológica. Você pode optar por assinar seu comentário com nome completo ou apelido. Valorize esse espaço democrático Agradecemos a participação!

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.