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Foto: Site UHE Teles Pires
A usina Teles Pires está com as obras concluídas com previsão de entrar em funcionamento em novembro. Sua capacidade é de 1.820 megawatts que atenderá mais de 5 milhões de habitantes e será distribuída para todo o país, por meio de linhas de transmissão e subestações que levarão a energia até o Sistema Interligado Nacional.

Com um investimento de R$ 5 bilhões, a UHE Teles Pires é uma das maiores hidrelétricas do país em relação ao alto aproveitamento hídrico para geração de energia e sua capacidade em megawatts será a maior do Estado. Esse potencial energético seria o suficiente para abastecer Mato Grosso e Mato Grosso do Sul juntos.

De acordo com informações da usina ao Rdnews, as obras estão 100% concluídas, mas falta a entrega da última unidade geradora (turbina) em fase de testes de comissionamento. Isso consiste na aplicação integrada de um conjunto de técnicas e procedimentos de engenharia para verificar, inspecionar e testar cada componente físico do empreendimento, desde os individuais, como peças, instrumentos e equipamentos, até os mais complexos, como módulos, subsistemas e sistemas.

A usina garante que está com todos os licenciamentos liberados e já possuem inclusive a Licença de Operação expedida desde novembro do ano passado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e quatro unidades geradoras autorizadas para funcionar.

A Companhia Hidrelétrica Teles Pires S/A é a responsável pela usina e é constituída pelas empresas Neoenergia (50,1%), Eletrobras-Eletrosul (24,5%), Eletrobras-Furnas (24,5%) e Odebrecht Energia (0,9%). Atualmente, ela aguarda apenas a instalação da linha de transmissão, que está sendo feita pelo consórcio Matrinchã, para entrar em funcionamento.

A usina Teles Pires é um empreendimento de infraestrutura contemplado no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.

Impactos

O lago da usina, que ocupará os municípios de Paranaíta (84%), no Mato Grosso, e de Jacareacanga (16%), no Pará, terá cerca de 70 km de comprimento e uma área total de 150 km².
Apesar de não causar um alagamento de grandes proporções, comparado a barragens de outros empreendimentos, a usina foi construída sob protestos e resistência. A obra chegou a ser embargada por meio de ação proposta pelo Ministério Público Federal (MPF).

O problema é que a usina deixou debaixo d’água o complexo chamado de Sete Quedas, considerada uma das regiões mais belas do Nortão, submersa. O local consistia num extenso trecho de corredeiras e cachoeiras de água verde.
Além da beleza natural, existia ainda a questão indígena, pois o local era considerado sagrado pelos povos Kayabi, Munduruku e Apiaká, sendo o lugar onde eles acreditam viver a “mãe dos peixes” e os espíritos de seus antepassados.

Preço

O consórcio Teles Pires Energia Eficiente saiu vencedor do leilão de concessão para implementação da Usina Teles Pires com uma proposta de deságio de 33% em relação à tarifa-teto. De acordo com informações da própria empresa, até a presente data, é o menor valor que o governo federal conseguiu nos leilões de usinas, o que permite que a tarifa de energia seja mais baixa. Veja imagens dos equipamentos e toda construção aqui.

Em um momento de crise econômica e apagões, em que o país acionou a capacidade de suas usinas térmicas - mais caras e poluentes - para garantir o abastecimento, Teles Pires teria um papel fundamental para colaborar com o reequilíbrio da geração hidrelétrica, sendo atualmente a nona maior do Brasil.

Empregos

O contrato para início da obra foi assinado em 2011 e o empreendimento empregou aproximadamente 6 mil trabalhadores diretos e outros 10 mil indiretamente. Em seu estágio atual cerca de 300 pessoas ainda trabalham na hidrelétrica.

Depois que estiver totalmente concluída, ficará apenas a equipe de operação, administrativo e equipes de monitoramento dos programas ambientais que deverão totalizar cerca de 70 pessoas.

Fonte: Alline Marques - RD News
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