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Comitê pede que período proibitivo de queimadas seja prorrogado em MT
Foto: Mayke Toscano/GCOM-MT
O Comitê do Fogo de Mato Grosso deverá pedir que o período de proibição de queimadas rurais no estado seja novamente prorrogado nos 141 municípios. O prazo proibitivo começou em 15 de julho e deveria ter terminado no dia 15 de setembro, mas foi estendido até o dia 30 de setembro. A ideia agora é que a prorrogação seja até o dia 15 de outubro. A proposta terá que ser autorizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) para poder ser colocada em prática.

As atuais condições climáticas (tempo seco e quente) e a atual qualidade do ar (considerada ruim principalmente em função do número de queimadas) foram fundamentais para que o Comitê do Fogo decidisse pelo pedido de prorrogação. "Avaliamos que seria melhor em função da situação que estamos vivendo", disse o secretário-executivo do comitê, tenente-coronel Hector Péricles.

O ano de 2015 é atípico, disse Péricles. Um dos indícios, segundo ele, é que o estado não registrava tantas queimadas nos meses de janeiro, fevereiro e março desde 1998. "Sabemos que isso é ação do [fenômeno meterológico] El Niño, mas a nossa preocupação maior é que ele ainda não veio com força total", falou o tenente-coronel.

Somente neste ano, entre 1º de janeiro e 22 de setembro, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram registrados 21.117 focos de calor em Mato Grosso. A maior parte deles foi em Colniza, com 1.744 focos. E os focos têm se alastrado: em 24 horas, entre os dias 21 e 22 de setembro, o estado teve 542 novos focos.

Quase todas as queimadas são causadas pela ação do homem, afirmou Péricles. "Eu diria que 95% delas", disse. A falta de consciência da população pode ser constatada pela perícia do Batalhão de Emergências Ambientais - todos os incêndios em parques estaduais ocorridos neste ano foram provocados por humanos. Os dados são do Comitê do Fogo.

"O próprio município de Colniza, que tem a maior parte dos focos de calor, é um exemplo. É um lugar muito longe, com ausência do estado, falta de fiscalização e desmatamento. Tudo isso é ação do homem", afirmou o tenente-coronel.

Para o próximo ano, o comitê deve propor que o período proibitivo de queimadas seja dividido em regiões, devido à dimensão do estado, para que não traga prejuízos aos produtores rurais.

Fonte: Carolina Holland Do G1 MT
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