O governador Pedro Taques (PDT) admitiu a possibilidade de deixar o partido e deve definir seu futuro ainda neste mês de junho para trabalhar já no fortalecimento da legenda para as eleições municipais. “Agora existe esta possibilidade de mudar de partido sem pendência jurídica no sentido de perder o mandato e estou sim avaliando com nosso grupo político. Este mês de junho penso que decido isso”, afirmou.
As principais siglas são PSB e PSDB, mas existem convites de outros partidos. Taques adianta que a decisão não será tomada sozinha, antes deverá conversar com seu grupo político.
Na noite de quarta-feira (27), o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ser inconstitucional a tese de infidelidade partidária para cargos majoritários, abrindo então a possibilidade de troca de legendas para governadores, senadores, presidente e prefeito. Para Taques, este entendimento do STF vai de encontro com o que já defendia na época em que era senador. “A decisão do STF concretiza a tese que sempre defendi de que os mandatos de quem são eleitos no cargo majoritário pertencem ao povo e não ao partido”, afirmou.
Em pouco mais de 24 horas após a decisão, Taques já recebeu a ligação de diversas lideranças tucanas, dentre elas, dos senadores Aécio Neves e José Serra. Presidentes de outros partidos também já teriam o procurado para convidá-lo.
O deputado federal Fábio Garcia (PSB) disse que vai reforçar o convite, assim como o deputado Nilson Leitão (PSDB). Aparentemente, Taques tem tido uma proximidade maior com a sigla tucana, mas diante de um cenário de tantas lideranças de expressão nacional, o governador poderia acabar migrando para o PSB, que ainda analisa a possibilidade de fusão com PPS e a criação de um novo partido.
A saída de Taques do PDT já estava sendo cogitada devido à briga política dele com o presidente da sigla em Mato Grosso, deputado Zeca Viana. O presidente nacional do PDT, Carlos Luppi, esteve com o governador para tentar amenizar a situação. O chefe do executivo também já estava insatisfeito com a legenda, pois foi contrário à sigla se manter na base aliada da presidente Dilma Rousseff (PT), a quem faz oposição desde o tempo de senador.
Fonte:ALLINE MARQUES /Diário de Cuiabá
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