Reproduçãobebe_quadril
O deputado estadual de primeiro mandato, Silvano Amaral (PMDB), quer obrigar o Estado a fazer o “Teste do Quadril” em todos os recém-nascidos nos berçários das maternidades de Mato Grosso. O objetivo é diagnosticar doenças como displasia do desenvolvimento do quadril, que pode acumular futuras sequelas, e levar a dor e osteoartrose (doença reumatológica) precoce na vida adulta. O peemedebista apresentou um projeto de lei que tramita no Parlamento e, após parecer nas comissões, será apreciado em plenário.
O parlamentar argumenta que, embora a displasia do desenvolvimento do quadril não seja um assunto polêmico, a desinformação pode causar sérios riscos à saúde do ser humano. “Por isso, defendemos que o diagnóstico deve ser feito o mais precocemente possível, uma vez que dele dependerá o sucesso do tratamento”.
Aa displasia ou luxação é uma condição progressiva, na qual as estruturas do quadril não se desenvolvem adequadamente. Para se ter uma ideia, um em cada mil recém-nascidos poderá nascer com o quadril luxado e aproximadamente 10 em cada mil com o quadril sub-luxado, ou seja, instável.
A incidência é menos frequente entre os afro-descendentes. Em relação ao sexo, predomina o feminino, com 80% dos casos. Segundo especialistas, o lado esquerdo do quadril é o mais acometido, sendo 60%, podendo acometer os dois quadris em 25% dos casos.
São considerados fatores de risco o sexo feminino, raça branca, primeiro filho de mãe jovem, apresentação pélvica (30%), oligohidramnios, anomalias congênitas como torcicolo congênito ou deformidades congênitas como torcicolo congênito ou deformidades congênitas dos pés.
Sintomas
Devido o bebê com o quadril deslocado não apresentar nenhuma alteração do exame físico, a recomendação é que o pediatra da criança seja comunicado, se o recém-nascido tiver pernas de comprimentos diferentes, assimetria das pregas cutâneas, menor mobilidade ou flexibilidade de um quadril em relação ao outro, claudicação (insuficiência de circulação arterial nos membros inferiores), andar como pato ou rotação interna de um pé maior que o outro.
Caso o pediatra ou ortopedista tiver qualquer dúvida em relação ao diagnóstico, especialistas recomendam a realização de exames de imagem para identificação da doença. (Com Assessoria)
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