Cerca
de 15 alunos do ensino médio de uma escola rural de Cotriguaçu, região
noroeste de Mato Grosso, Amazônia, estão dando os primeiros passos para
consolidar um projeto, ao qual deram
o nome “Jovens Semeando Futuro”, cuja proposta é desafiadora: o
exercício prático da agroecologia. O objetivo dos adolescentes, filhos
de agricultores familiares, é gerar renda e não se distanciarem da
relação com a terra, uma realidade com a qual se deparam
cada vez mais e faz com que jovens do campo partam do universo rural ao
urbano em busca de novas oportunidades. Os alunos são da Escola
Estadual André Antônio Maggi e estudam em sala disponibilizada na Escola
Municipal do Campo Aldovandro da Rocha Silva, na
comunidade Nova Esperança, no Projeto de Assentamento (PA) Nova
Cotriguaçu.
O
pontapé inicial do projeto, que conta com o apoio do Instituto Centro
de Vida (ICV), foi dado em dezembro do ano passado. Na última
terça-feira (24), os estudantes e a professora responsável
pela turma expuseram os principais objetivos que pretendem alcançar,
desde a construção de um mapa do calendário do plantio diversificado à
produção de adubos orgânicos e defensivos naturais. Depois tiveram a
oportunidade de ir a campo conhecer uma área potencial
de plantio com terra preta, onde exercitaram a sensibilização sobre o
valor do solo e sua relação com os recursos hídricos e a fertilização,
neste Ano Internacional dos Solos, instituído no calendário da
Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação
(FAO).
Para
divulgar a produção e, ao mesmo tempo, multiplicar o conhecimento a
outros jovens, os alunos pretendem confeccionar cartazes, produzir o
histórico do processo com imagens e relatos
em um blog e em jornais murais.
Em sala de aula, expuseram seus objetivos em projeto. Foto: Sucena Shkrada Resk/ICV
A
ideia, segundo eles, é fortalecer a iniciativa com a divulgação em
locais públicos da comunidade, como a própria escola e o posto de saúde,
além da participação em festas do calendário
local. As primeiras etapas de elaboração do projeto ocorrem neste
semestre e incluem a escolha de uma área em potencial para que os alunos
façam o roçado e definam os tipos de plantio que irão produzir. A meta é
que também haja um intercâmbio de aprendizado
com agricultores familiares, que possuem seus sítios nas proximidades.
Um meio de incentivar a valorização desses trabalhadores rurais.
O
apoio à educação no campo faz parte das atividades do Projeto Noroeste:
território sustentável, desenvolvido pelo ICV e parceiros, com apoio do
Fundo Vale. A principal meta do projeto
é fortalecer e consolidar o noroeste de Mato Grosso como um território
florestal, por meio do incentivo e da disseminação de soluções
produtivas sustentáveis e com boa governança socioambiental.
Fonte: Sucena Shkrada Resk/ICV
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