Investigadores e escrivães exigem cumprimento de lei sancionada
Investigadores e escrivães da Polícia Civil devem entrar em greve na próxima segunda-feira e deflagrar a primeira crise administrativa na gestão do governador Pedro Taques (PDT). A possibilidade de paralisação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Agentes Policiais Civis (Siagespoc), Cledson Gonçalves.
Na tarde desta terça-feira, membros do Siagespoc e o advogado Carlos Frederick se reuniram com o secretário de Segurança do Estado, Mauro Zaque, para tentar um acordo e evitar a paralisação da categoria. Todavia, não houveram avanços e a tendência é de ocorra a paralisação.
A única possibilidade de evitar a greve é do Governo enviar uma proposta a categoria até a próxima sexta-feira. “Até agora, o governo do Estado não nos deu uma resposta sobre como ficará o reajuste aprovado pelo legislativo no ano passado. Iremos fazer uma assembleia na sexta-feira e, caso até lá não recebermos uma posição do governo, entraremos em greve já na segunda-feira”, afirmou o sindicalista em entrevista ao FOLHAMAX.
A categoria reivindica o cumprimento de uma Lei aprovada em julho do ano passado pela Assembleia Legislativa tratando da reestruturação das carreiras. A previsão era de que no início deste ano os policiais recebessem aumento de 5% nos salários.
Porém, ao ser empossado Taques avisou aos representantes da categoria que não autorizaria o reajuste. O Estado não teria condições financeiras de executar o aumento diante de dificuldades nas finanças com dívidas bilionárias deixadas justamente por Silval.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) divulgou que o governo e os policiais civis estão cientes da fragilidade financeira do estado e que com a boa vontade de ambos os lados tudo será resolvido. A Secretaria espera resolver o impasse sem a necessidade da paralisação das atividades.
Em nota, o secretário de Segurança Pública, Mauro Zaque, afirmou que o Estado continuará tentando resolver o problema sem a necessidade de uma greve. "Entendemos que com diálogo, eficiência administrativa e boa vontade de todos os lados será possível construir uma política de estado que valorize todas as categorias em curto, médio e longo prazo", destacou
37 ASSASSINATOS
A greve dos investigadores e escrivães pode agravar ainda mais o setor da segurança pública no Estado. Neste início de ano, já foram registrados 37 assassinatos em Cuiabá e Várzea Grande. Destes crimes, três são latrocínios (roubo seguido de morte).
CARLOS DORILEO /FOLHAMAX
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