Todo
final de ano, parte dos brasileiros se vê diante de um dilema: como usar o
dinheiro do 13º salário? É hora de pagar contas, poupar ou aproveitar o recurso
extra para comprar presentes de Natal? Muitas pessoas acabam escolhendo a última
opção, de acordo com pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SCP Brasil),
divulgada em novembro. Segundo o levantamento, mais de 80% dos entrevistados
deve utilizar o benefício para presentear amigos e familiares.
Ainda
que seja tentador gastar todo o 13º salário com presentes, é importante que a
pessoa considere guardar parte do valor para quitar eventuais dívidas ou
reservar a quantia para o pagamento de despesas que costumam apertar o
orçamento no início do ano, como a compra de material escolar, matrícula da
escola dos filhos e os impostos (IPVA, IPTU etc). Entretanto, a melhor
destinação que pode ser dada aos recursos é a de poupar para a realização de
sonhos. Afinal, o correto é planejar e ter dívidas que caibam no orçamento
mensal.
As alternativas ofertadas no mercado são
diversas, mas a boa e velha poupança continua atrativa por ser um investimento
seguro e livre da cobrança de Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) e
Imposto de Renda Pessoa Física (PF). O 13º pode ser usado para reforçar os
valores economizados
mensalmente, ao longo do ano, para a reserva financeira.
Para
aqueles que visualizam um horizonte mais distante, pensando na própria
aposentadoria ou no futuro dos filhos, a previdência privada é uma excelente
alternativa, além de proporcionar benefícios na declaração do imposto de renda.
Se você habitualmente faz a declaração pelo formulário completo, com o PGBL,
suas contribuições podem ser deduzidas até o teto de 12% de sua renda bruta
anual. Mas se você faz a declaração simplificada, opte pelo VGBL, pois
quando for resgatar o dinheiro aplicado, a tributação ocorrerá apenas sobre o
rendimento, e não sobre o total (como no PGBL).
Ainda
assim, se você deseja utilizar o dinheiro para presentear amigos e família,
tente antecipar as compras, mas sem comprometer o seu orçamento. E faça o
possível para pagar à vista, que costuma render bons descontos.
Seja
qual for a destinação do seu 13º, é fundamental que você se planeje e coloque
todas as despesas e os ganhos na “ponta do lápis”. Resista à tentação de gastar
todo o benefício com compras e evite fazer dívidas de longo prazo. A sua tranquilidade
e uma melhor saúde financeira agradecem.
*Eduardo
Correa é gerente de Produtos de Investimentos do Banco Cooperativo Sicredi

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