“Ela [a vítima] e o fazendeiro foram chamados para apagar o fogo no local. Ela estava alterada e acusou o funcionário do fazendeiro de ter colocado fogo na propriedade. Ela disse que viu e filmou o funcionário fazendo isso. O funcionário se revoltou com essa acusação, foi até o carro do patrão dele onde pegou uma arma e atirou contra ela”, disse o delegado Ugo Ângelo Reck de Mendonça.
O tiro atingiu a altura do tórax da trabalhadora rural. Mesmo ferida, ela foi em direção ao suspeito e levou um segundo tiro. “Quando ele percebeu que se tratava do funcionário dele, o fazendeiro tentou colocá-la atrás dele, para protegê-la. Ela colocou a mão na frente, levou um tiro que atravessou a palma da mão e atingiu o olho dela. Ela caiu e ele [o suspeito] deu um terceiro tiro”, detalhou o delegado.
Assustado, o fazendeiro fugiu do local e levou o funcionário junto com ele. O suspeito foi preso em uma região de mata, ainda em União do Sul. Em depoimento à polícia, o peão confessou o crime e a versão de que teria se irritado com a acusação da vítima. O caso também teria sido influenciado por outros atritos verbais entre os envolvidos, já que o peão e a vítima já se conheciam.
"O fazendeiro vai responder por favorecimento pessoal, já que retirou o funcionário do local. O peão vai responder criminalmente por homicídio duplamente qualificado", informou Ugo. O peão deve ser encaminhado para a Penitenciária Osvaldo Florentino Leite Ferreira (Ferrugem), que fica em Sinop, a 503 km de Cuiabá.
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