A desembargadora Marilza Maynard, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou pedido de liberdade em favor do ex-secretário Éder Moraes, preso há mais de um mês na carceragem da Papuda, no Distrito Federal. A decisão, do último dia 27, foi provocada por um Habeas Corpus protocolado pelos advogados de defesa do ex-secretário, investigado por fraudes e crimes financeiros na operação Ararath. Nenhum dos advogados comentou a decisão, que consiste na quarta derrota seguida de Éder na tentativa de deixar a prisão.
Ainda na última sexta-feira um dos advogados de Éder, Fábio Lessa, anunciou que aguardava parecer do STJ sobre o Habeas Corpus, que seria a quarta tentativa de tirar o ex-secretário da cadeia sob o argumento de que ele não atrapalhou e nem teria condições de atrapalhar as investigações contra si no âmbito da operação Ararath - que integra Polícia Federal (PF), Procuradoria-Geral da República (PGR) e procuradores da República em Mato Grosso.
Um outro Habeas Corpus já havia sido protocolado em favor de Éder Moraes no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), mas foi negado pelo desembargador Mário César Ribeiro.
Outras duas derrotas judiciais do ex-secretário tinham ocorrido no âmbito da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, onde o juiz titular Jeferson Schneider negou pedido de revogação da prisão preventiva e um pedido de absolvição sumária a Éder e outros três réus em processo por lavagem de dinheiro, crimes financeiros e fraudes (também decorrente das investigações da operação Ararath).
A reportagem procurou os advogados de Éder para comentar a decisão e para falarem sobre a situação do ex-secretário, que completa 40 dias de prisão em breve. Entretanto, nenhum dos advogados foi localizado.
A operação Ararath apura um suposto esquema de transações fraudulentas e ilegais em benefício da cúpula política estadual que teria Éder e o empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior como principais operadores.
Fonte: G1-MT/Foto: Josi Petengill/ Secom-MT

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