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O mercado chinês está de volta à agenda de exportações da carne bovina brasileira. O anúncio foi feito nesta quinta, dia 17, pela presidente Dilma Rousseff durante a visita oficial do presidente da República Popular da China, Xi Jinping. Com isso, o Brasil retoma a comercialização, que girava em torno de US$ 37,7 milhões até 2012, ano em que as negociações foram interrompidas.
O embargo da carne bovina brasileira pela China aconteceu após notificação do caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), o Mal da Vaca Louca, no Estado do Paraná, em dezembro de 2012. Para o ministro da Agricultura, Neri Geller, a reabertura do mercado fortalece ainda mais a posição do Brasil como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.
– É um reconhecimento à qualidade da nossa produção e robustez do nosso sistema de vigilância sanitária animal. O Brasil saiu fortalecido com o caso (atípico de vaca louca em maio) em Mato Grosso e o certificado da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) que considerou o Brasil com o status de risco insignificante (da doença) – declarou.
O ministro disse que a estimativa é de que o país asiático compre até US$ 1 bilhão do produto brasileiro em 2015.
– Estamos com uma expectativa, com a barreira fitossanitária sendo quebrada [pela China], de exportamos de US$ 800 milhões a US$ 1 bilhão no próximo ano – disse Geller.
O governo chinês concordou em habilitar nove plantas para exportação. O ministro estimou entre 30% e 35% o crescimento do consumo de carne bovina pela China em 2015.
– Em 2009, quando abrimos o mercado, a China importava US$ 44 milhões em carne bovina do mundo e do Brasil foi US$ 2,5 milhões. Em 2012, quando perdemos o mercado, era US$ 255 milhões (importados) do mundo, o Brasil exportou naquele ano US$ 37,768 milhões – recordou.
Agora, o Neri Geller acredita que o Brasil possa absorver a maior parte do mercado chinês, que no ano passado importou US$ 1,3 bilhão. Com isso, as exportações para o país asiático poderão responder por cerca de 20% do total exportado pelo Brasil.
Além da carne bovina, outros acordos também foram fechados entre os dois países. Dentre eles estão o comprometimento da China em agilizar a normalização da importação de pet food brasileiro – embargado em 2013 – e alteração do protocolo para exportação de tabaco para o país, a fim de incluir as exportações dos Estados de Santa Catarina e Paraná.
Por outro lado, o Brasil comprometeu-se em atribuir atenção especial ao processo de habilitação de novos estabelecimentos para importação de pescados e de tripas, e também a revisar seus requisitos para importação de envoltórios naturais de caprinos e ovinos, para garantir a normalidade das exportações chinesas deste produto ao Brasil.
Retomada gradual
O diretor técnico da Informa Economics FNP, José Vicente Ferraz, considerou positivo o fim do embargo à carne bovina brasileira pela China, mas ponderou que o restabelecimento do comércio da proteína entre os dois países será gradual.
– Temos de ter em mente que os resultados não vão aparecer amanhã. Isso leva um tempo. É preciso restabelecer todos os canais de negociação, consolidando-os no longo prazo.
O diretor, porém, destacou que a liberação já terá alguma influência sobre as exportações brasileiras de carne bovina neste ano. Segundo ele, “manter esse mercado é absolutamente importante, tendo em vista o tamanho dele e a perspectiva de crescimento de consumo lá". Ainda de acordo com Ferraz, o Brasil "tem tudo para ficar com uma das maiores parcelas" do mercado chinês da proteína.
Repercussão positiva
O superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, afirmou que o Estado será um dos beneficiados pelo fim do embargo à carne bovina brasileira pela China. Mato Grosso tem uma unidade apta a exportar.
– A China tem um potencial consumidor enorme e será mais um país comprador que o nosso Estado ganha. Hoje já exportamos para mais de 80 – disse.
Para ele, o fim do bloqueio tende a atrair novos mercados para a carne bovina do país.
– Se um país que não aceita a nossa carne vê a China retirar o embargo, por que ele vai continuar bloqueando? Qualquer retirada de embargo é extremamente positiva, porque mostra que o motivo dele foi superado.
Quanto aos preços, Vacari avalia que o potencial é de alta, pois o que tem sustentado as cotações é a demanda, afirmou.
Já a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) disse que o fim do embargo é uma decisão estratégica.
– Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), nos próximos 10 anos a Ásia – em particular a China – será responsável por aproximadamente 56% do aumento da demanda por proteína animal de todo o mundo – destacou a entidade, em nota.
Ainda de acordo com a Abiec, o Brasil já exporta para mercados asiáticos como Cingapura, Malásia, Filipinas e Vietnã, além de Hong Kong, e está em negociações para abertura de Indonésia, Tailândia e Mianmar.
O Brasil tem atualmente 8 plantas habilitadas para atender o mercado chinês. Com o anúncio de hoje, a China concordou em habilitar outras 9 plantas frigoríficas.
CANAL RURAL COM INFORMAÇÕES DO MAPA E DA AE
Fonte: RURAL BR
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