Acrescente a tudo isso o rompimento, parcial, da manilha de um bueiro, a poucos metros da área de embarque da balsa que faz a travessia dos veículos no Rio Juruena. Por esse obstáculo, é impossível passar carros de passeio, ônibus e caminhões. E com isso, forma-se uma fila de veículos, que após enfrentarem mais de 100 quilômetros, ficam à deriva. O limite do sofrimento dos motoristas é testado. Alguns caminhões carregados com madeira já aguardavam há mais de um dia.
Após 45 minutos, a balsa atravessa os 4.300 metros do Rio Juruena. Na outra margem, o problema se repete. De acordo com o pescador Isaltino Matos, que mora há 12 anos na beira do rio, as chuvas dos últimos anos causaram essa situação. “Em 12 anos, esta foi a maior enchente que já vi aqui. Está tudo trancado”, afirmou.
O vendedor de bovinos, Jair Soares, ficou por mais de 5 horas atolado. A situação da estrada é tão critica, que uma das camionetes participantes do Estradeiro, mesmo tendo tração nas quatro rodas, também ficou presa na lama. “Aqui só dá para passar na época da seca. No período da chuva, há anos, é sempre assim”, reclamou Soares.
Os três veículos atolados, inclusive duas camionetes traçadas, só conseguiram seguir viagem depois do auxílio de uma retroescavadeira fornecida pela prefeitura de Nova Bandeirantes. Por conta das dificuldades no trajeto, a programação do Estradeiro teve que ser alterada. “Demoramos um dia todo para percorrer cerca de 170 km. São 300 km a menos do que tínhamos planejado”, afirmou o coordenador do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira.
Impactos – Os problemas nas rodovias estaduais MT 170 e MT 208 refletem negativamente para todos da região. Alunos têm dificuldades de ir para escola, tendo em vista a inviabilidade do transporte escolar. Moradores relataram que, no mês passado, empresas de ônibus deixaram de fazer a linha por cerca de 20 dias. A falta de abastecimento de alimentos e combustível também é outra realidade enfrentada.
Fonte: Ascom Aprosoja
Fonte: Ascom Aprosoja

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