Bem-vindo(a). Hoje é Juruena - MT

O “rei da soja”, empresário Eraí Maggi Scheffer (PP), é apontado nos bastidores como possível vice em uma chapa majoritária que seria encabeçada pelo ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit) Luiz Antonio Pagot. É chamada ‘terceira via’ para o governo de Mato Grosso, que já foi tentada algumas vezes, mas sem êxito.

Ambos têm ligações umbilicais com o ex-governador e atual senador Blairo Maggi (PR) e ainda poderiam arrastar, a reboque, o senador Jayme Campos (DEM) como candidato à reeleição, tendo Ana Carla Muniz (PPS), esposa do prefeito Percival Muniz (PPS), de Rondonopolis, na primeira suplência.


Eraí é primo de Blairo Maggi, e já afirmou publicamente ter um pacto de mútuo apoio com o parente. Pagot é afilhado político de do senador republicano, tendo sido seu braço direito tanto no âmbito privado quanto político há décadas. Aos republicanos ficaria a garantia de uma coligação nas chapas proporcionais e um das suplências ao Senado, além de grande espaço na administração em caso de vitória eleitoral.


Essa chapa seria uma tentativa de consolidar a terceira via nas eleições de 2014, que está sendo costurada como alternativa à sucessão de Silval Barbosa (PMDB), atualmente polarizada entre a base governista – liderada por PMDB e PT -, que ainda discute entre várias opções quem seria o melhor candidato, e a oposição, reunida em torno do senador e pré-candidato Pedro Taques (PDT).


Tudo isso estaria sendo possível em decorrência do tratamento dispensado tanto pela situação, quanto pela oposição ao PTB. Desvalorizados pelos aliados, algumas lideranças petebistas, como o presidente regional da sigla, Chico Galindo, e o próprio Pagot, já vieram a público reclamar. Por isso, estariam dispostos a estender tapete vermelho para conquistar novos aliados, seja no arco de alianças governista ou de oposição.


Já o DEM, partido cuja uma das maiores lideranças, o senador e pré-candidato a reeleição Jayme Campos, já reclamou diversas vezes de ter sido deixado de lado pelo senador Pedro Taques nas negociações, se vê tentado a mudar de lado para receber um tratamento mais digno. E, para compor essa base, o PPS seria convidado. Vale lembrar que Percival Muniz, presidente regional do partido, é amigo pessoal de Jayme e, desde 2010, tenta uma aliança política.


O único empecilho seria que a ida do DEM e do PPS exigiria a divisão do palanque entre os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), já que os dois partidos fazem oposição a atual presidente. Contudo, Blairo, aliado de primeira hora dos petistas, garantiria assim mais um palanque para a candidata à reeleição.

Fonte: Jardel P. Arruda/ Olhar Direto

Marcadores: ,

Postar um comentário

O Portal DN Notícias não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros. Textos de caráter promocional, inseridos sem a devida identificação do autor ou que sejam notadamente falsos, também poderão ser excluídos.
Lembre-se: A tentativa de clonar nomes e apelidos de outros usuários para emitir opiniões em nome de terceiros configura crime de falsidade ideológica. Você pode optar por assinar seu comentário com nome completo ou apelido. Valorize esse espaço democrático Agradecemos a participação!

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.