Thaisa Pimpão
O então presidente da coligação
Mato Grosso Melhor Pra Você, que elegeu o senador Pedro Taques (PDT) em 2010,
José Carlos Dorte, não possui ata original de registro da candidatura do
parlamentar e de seus suplentes. A informação é do advogado, José Rosa, em
entrevista ao Rdnews nesta
segunda (17), após decisão do TRE de conceder um prazo de 48h para que o grupo
apresente a documentação. Dois processos tramitam no órgão para apurar suposta
fraude.
Segundo o advogado, uma cópia
do documento encontra-se nas mãos da Justiça, mas explica que, para fins de
comparação, é necessária a ata original. “Eles precisam fazer o exame
grafotécnico para identificar se teve falsificação de assinatura. O Dorte tem
não tem a ata. Ele atuava na questão política-administrativa”. José Rosa
ainda afirma que usará o prazo dado pelo TRE para procurar todas as pessoas
responsáveis pela parte administrativa da coligação, à época do registro, com o
objetivo de descobrir se alguma delas está com a ata original. “Lá dentro tinha
divisão de trabalho. Tem que achar quem tem isso”.
Caso a coligação não atenda a
determinação judicial, o Pleno pode decidir pela anulação do registro e do
mandato do pedetista por fraude documental. O advogado de defesa do
senador, Paulo Taques, sustenta que o processo só tem relação com os suplentes.
“O registro da candidatura do senador é um e dos suplentes é outro. Se
quisessem ir contra ele, tinham que ter feito isso 15 dias após a diplomação.
Esse era o prazo”. O jurista ainda alega que, como o processo corre sob
sigilo, há divergências na interpretação do caso. “Isso é fruto da confusão e
desconhecimento de quem não manuseia os autos. Está em segredo de justiça,
então as pessoas emitem opinião sem conhecer o processo”.
Entenda o caso
O ex-deputado federal Carlos
Abicalil (PT), derrotado nas últimas eleições na disputa ao cargo de
senador, ingressou com uma ação de impugnação de mandato de Pedro Taques sob a
justificativa de que houve fraude no documento. Além dele,
o empresário de Sinop, Paulo Fiuza, argumenta que uma alteração fora feita
na ata. Isso porque, quando o então 1º suplente, hoje deputado estadual Zeca
Vianna (PDT), decidiu abrir mão do cargo para tentar uma cadeira na Assembleia,
o escolhido para ocupar o posto de primeiro substituto de senador foi Fiuza e a
2º suplência teria ficado com José Medeiros. Ocorre que, no momento do registro
da ata no TRE, a ordem dos suplentes fora invertida, ficando Medeiros como 1º
suplente e Fiuza como 2º, o que tem gerado desgaste e confusão entre ambos.

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