Mato Grosso é “cortado” por seis rodovias federais: BR-163, BR-364, BR-158, BR-070, BR-174 e BR-242, sendo que as duas primeiras são as maiores em extensão. Juntas as BRs somam mais de 5 mil km somente em território estadual, ligando principalmente às regiões Norte, Sul e Sudeste do país.
A BR-163 e a BR-364 também são as mais importantes para o Estado por serem corredores do escoamento de grãos, como soja, milho e também algodão. Os caminhoneiros têm a opção de seguir pela BR-163 no sentido Mato Grosso do Sul – São Paulo, e/ou pela BR-364, descarregando a produção nos terminais ferroviários de Alto Araguaia e Alto Taquari, ou seguindo viagem por Goiás.
Como tráfego é muito intenso, o maior pleito dos motoristas é para que os “corredores” sejam duplicados.
No caso da BR-163, a estrada foi entregue à concessão e, num prazo de 5 anos, o problema deve estar resolvido. Por enquanto, o que se vê são reclamações por parte de quem transita no local, especialmente os caminhoneiros. "Quando a cruzamos a divisa do Estado, parece que entramos em outra realidade. Até um cego consegue perceber a diferença da qualidade da estrada. O problema é MT. Sempre foi", reclama o motorista Cristiano Zanotelli.
Hoje um dos maiores apelos de quem precisa trafegar pelas rodovias é a conclusão da BR-158, no Vale do Araguaia, pois não há via de qualidade para transportar a produção dos municípios e da própria região.
Além disso, a expectativa é grande em torno da Rodovia dos Imigrantes, recém federalizada, no trecho do Trevo do Lagarto, em Várzea Grande, ao trevo de Santo Antônio do Leverger, já na região de Cuiabá. A estrada é alvo de diversas reclamações principalmente por conta dos constantes congestionamentos de carretas e má qualidade do pavimento.
O Dnit também enfrenta problemas na BR-70, onde o Ministério Público Federal em Cáceres obteve nesta semana liminar judicial que obrigada o Departamento a promover medidas de caráter emergencial de contenção do processo de degradação na rodovia, que se encontra exposta à erosão por conta da força das águas do Rio Paraguai.
Já na BR-163, na chegada de Terra Nova no Norte, duas pontes cederam ontem (20) devido às fortes chuvas. O incidente fez com que o trânsito ficasse interditado no local até que a empreiteira responsável, a Empa, solucionasse o problema.
Investimentos
Conforme o superintendente do Dnit em Mato Grosso, Luiz Antonio Ehret Garcia, apenas neste ano a União deve aplicar R$ 600 milhões na recuperação da malha viária e/ou duplicação de rodovias federais. Ele destaca três principais intervenções:a restauração entre Barra do Garças e Serra de São Vicente, em Cuiabá; obras na BR-174 entre Cáceres e Rondônia e a duplicação entre Rondonópolis e a Serra de São Vicente – dividida em 3 lotes e que é a mais aguardada, a previsão é que seja executada em 3 anos. “São obras de grande vulto. Superamos os projetos e já estão contratados”, reforça Luiz Antônio.
O superintendente reforça ainda que, no caso da duplicação, conforme ela for sendo executada, aos poucos, o tráfego será redimensionado, aliviando a viagem dos condutores. Ele lembra que o trecho é alvo de críticas por parte da população e dos motoristas, já que a rodovia corta as cidades de Jaciara, Juscimeira, São Pedro da Cida e Santa Elvira, distrito de Juscimeira. “Quando fazemos as reuniões nas cidades, tem a turma que quer tirar os quebra molas e a que quer colocar mais. A cidade atrapalha a rodovia e a rodovia atrapalha a cidade. É uma relação ruim, negativa para os dois lados”. Luiz Antonio lembra que são cerca de 7 mil carretas passando por ali, por isso, a situação é complicada. Assim, para resolver a questão, durante a duplicação, serão feitas obras para que a rodovia contorne as cidades.
Fonte:Camila Cecílio
Da Reportagem Especial

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