A redução na demanda por energia elétrica no horário de ponta (18h às 21h) foi de 4,80% na 43ª edição do Horário de Verão em Mato Grosso. Esse índice é 14% superior ao inicialmente previsto pela Cemat (4,20%) e 18% superior ao verificado na edição anterior (4,06%), que também durou 119 dias.
O principal objetivo do Horário de Verão é a redução da demanda máxima no horário de ponta - período de maior consumo de energia elétrica durante o dia, o que garante maior confiabilidade e segurança operacional no comportamento do sistema elétrico. De acordo com o gerente de Operação do Sistema da Cemat, Teomar Magri, na prática, alivia o carregamento dos sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, proporcionando melhores condições de suprimento.
Ainda segundo Teomar Magri, isso é decorrente do fato de parcela da carga de iluminação ser acionada mais tarde do que ocorre normalmente, motivada pelo adiantamento do horário em uma hora. “Assim, além de não haver a coincidência da entrada da iluminação com consumo existente ao longo no dia no comércio e na indústria, percebem-se mudanças nos hábitos das pessoas, que passam a aproveitar melhor a luz natural”, analisa o engenheiro eletricista.
Teomar explica que o Operador Nacional do Sistema (ONS) espera uma redução de 4 a 5% no horário de ponta no Sistema Interligado Nacional (SIN), e que Mato Grosso está dentro da meta. A queda da demanda verificada no Estado foi de 70 megawatts (MW), o que equivale à energia necessária para atender - no horário de pico de consumo - dois municípios de Tangará da Serra, com 90 mil habitantes.
Além da demanda no horário de ponta, o consumo de energia elétrica no SIN em Mato Grosso também apresentou redução dentro do esperado, que é de 0,5 a 1% em todo o país. Nesta edição, o índice alcançado foi de 0,86%, equivalente a uma economia de 24.234,44 megawatts-hora (MWh), energia suficiente para atender a cidade de Chapada dos Guimarães, com 18 mil habitantes, pelo período de 10,5 meses. Estes valores referem-se aos municípios atendidos pelo SIN, que são a grande maioria em Mato Grosso - 99,85% da energia distribuída no Estado.
Teomar Magri destaca que, embora a redução do consumo seja pequena isoladamente e quase imperceptível na conta da luz, ela é mais expressiva para o sistema elétrico brasileiro como um todo. Ele defende ainda que, com o Horário de Verão, o consumidor tem a oportunidade de repensar suas atitudes e hábitos relacionados ao consumo de energia elétrica.
“Para que o consumidor amplie suas possibilidades de economizar energia após o término do Horário de Verão, é fundamental combinar hábitos racionais, uso de equipamentos eficientes que possuem o selo Procel e desenvolvimento de projetos inteligentes, no caso daqueles que pretendem construir ou reformar”, defende.
O Horário de Verão 2013/2014 começou à zero hora do dia 20 de outubro do ano passado e termina à zero hora do próximo dia 16 de fevereiro, com duração de 119 dias.
Histórico Horário de Verão MT
Sistema Interligado Nacional (SIN)
(99,85% da energia distribuída em MT)
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Período
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Economia no consumo (%)
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Economia no consumo (MWh)
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Reduçãona Demanda de Ponta
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99 / 00
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2,12%
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29.918,39
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00 / 01
|
1,15%
|
14.558,17
| |||
01 / 02
|
1,37%
|
15.003,01
|
2,03%
| ||
02 / 03
|
1,34%
|
14.048,82
|
6,27%
| ||
03 / 04
|
0,68%
|
8.714,40
|
5,26%
| ||
05 / 06
|
0,63%
|
10.469,42
|
5,71%
| ||
06 / 07
|
0,50%
|
7.786,37
|
5,81%
| ||
07 / 08
|
1,23%
|
23.508,26
|
6,10%
| ||
08 / 09
|
0,97%
|
19.654,28
|
5,17%
| ||
09 / 10
|
0,77%
|
17.075,07
|
4,55%
| ||
10 / 11
|
1,06%
|
24.962,77
|
5,36%
| ||
11 / 12
|
0,90%
|
24.650,24
|
4,21%
| ||
12 / 13
|
0,88%
|
23.930,56
|
4,06%
| ||
13 / 14
|
0,86%
|
24.234,44
|
4,80%
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Obs.: Não houve adoção do horário de verão em Mato Grosso em 2004/2005.
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Definições úteis:
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Consumo - Energia efetivamente usada pelos consumidores ao longo de um período - ou seja, é a quantidade de potência elétrica efetivamente consumida num intervalo de tempo. Como a potência é medida em ‘watts’, a unidade de medida do consumo relaciona potência e tempo: quilowatt-hora (ver: unidades de medida, abaixo).
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Demanda - É a potência elétrica exigida do sistema elétrico pelo conjunto de equipamentos efetivamente em operação. Ou seja: é o total de energia que o sistema deve ser capaz de suprir naquele momento. É medida em Watts (W).
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Demanda máxima de ponta: Maior valor de demanda de potência verificado durante o horário de ponta. Ou seja, é a quantidade de energia elétrica que precisa estar disponível para as unidades consumidoras no horário de maior consumo. O sistema elétrico deve ser capaz de fornecer energia suficiente para suprir a demanda máxima de ponta, mesmo que em outros momentos a demanda de potência seja bem menor.
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Demanda máxima do sistema: É o maior valor de demanda de potência verificado em um sistema - normalmente, coincide com a demanda máxima de ponta. O sistema elétrico deve ser capaz de fornecer energia suficiente para suprir a demanda máxima do sistema, mesmo que em outros momentos a demanda de potência seja bem menor.
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Para entender as unidades de medida:
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Unidade de medida usual para Demanda de Potência: Watt (W)
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1 W
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1 Watt
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1kW (1 quilowatt)
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1.000 W
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1MW (1 megawatt)
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1.000 kW (ou 1.000.000W)
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1GW (1 gigawatt)
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1.000 MW (ou 1.000.000 kW ou 1.000.000.000W)
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Unidade de medida usual para Consumo (relaciona potência e tempo): Quilowatt-hora (kWh)
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1 Wh
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1 Watt-hora
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1 kWh (1 quilowatt-hora)
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1.000 Wh
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1MWh (1 megawatt-hora)
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1.000 kWh (ou 1.000.000 Wh)
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1GW (1 gigawatt-hora)
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1.000 MWh (ou 1.000.000 kWh ou 1.000.000.000 Wh)
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Obs.: A unidade kWh não dever ser grafada com barra (kW/h), pois não se tratada de quilowatt / hora.
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