Os motoristas que forem tirar ou renovar a Carteira Nacional de Habilitação para dirigir caminhões pequenos, ônibus e vans - categorias C, D e E - deverão passar por exame toxicológico para detectar substâncias como o 'rebite' (anfetamina e metanfetamina), cocaína, maconha e outras drogas. A medida atende a resolução do Conselho Nacional de Trânsito e deverá implantada pelo Detran (Departamento de Trânsito) de Mato Grosso até julho deste ano.
Segundo o Contran, a resolução tem como objetivo dar mais segurança no trânsito, impedindo que usuários de drogas ilícitas consigam tirar a habilitação. Conforme estudos da Polícia Rodoviária Federal (PRF), as principais ocorrências de acidente envolvendo veículos grandes acontecem à noite e com motoristas suspeitos de terem feito uso de substâncias psicoativas.
O exame será capaz de detectar substâncias usadas em um período de três meses, e vai ser feito com fio de cabelo ou com a unha, ao custo de aproximadamente R$ 290. Os procedimentos, que poderão detectar ainda ópio, codeína, morfina, heroína e ecstasy, terão que ser feitos em laboratórios credenciados pelo departamento de trânsito do estado.
Porém, segundo a resolução, a identificação dessas substâncias não vai, automaticamente, incapacitar o motorista. Isso porque ele poderá estar tomando remédio, sob prescrição média, que contenha algum elemento detectato pelo exame. Nesses casos, o condutor será submetido a avaliação médica que deverá emitir laudo final de aptidão.
De acordo com o Contran, pesquisa feita pelo Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso com motoristas profissionais revela que 30% dos caminhoneiros usam frequentemente alguma substância ilícita. As mais consumidas são anfetaminas, cocaína e crack. O objetivo, dizem os condutores, é se manterem acordados e, consequentemente, conseguirem trabalhar por mais tempo.
Em Mato Grosso há 38.759 habilitações na categoria C, 27.052 na categoria D e 18.192 na E. Incluindo todas as categorias, há mais de um milhão de carteiras de habilitação registradas no estado. Os dados são da assessoria do Detran-MT.
Fonte: G1 MT

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