Macaco é conhecido por Zogue-Zogue-dos-Parecis. Animais foram vistos em Pimenta Bueno,Vilhena, RO, e em Juína, MT.
Almério conta que os pesquisadores não conseguiram encaixar a espécie do macaco em nenhuma das já existentes. “Observando as morfologias externas do corpo já encontradas e catalogadas, não conseguimos encaixar essa nova espécie em nenhuma das já existentes”, afirma.
Zogue-zogue é importante para a manutenção da floresta, pois se alimenta de frutos que posteriormente são dispersos na natureza, com isso os animais ajudam a germinar e manter a floresta, segundo Almério.
Nos locais observados, só foram encontrados oito grupos de macacos, que são compostos pelo o macho adulto; fêmea e filhote. “Já chegamos a observar grupos de até cinco integrantes em uma mesma família. O macaco é restrito da região dos planaltos do parecis, em transição de florestas e cerrado e é por isso que os pesquisadores já o classificaram como Zogue-Zogue-dos-Parecis”, explicou.
Outra preocupação do grupo de pesquisadores é em relação à conservação da espécie que está sendo conhecida agora, mas que já corre o risco de entrar em extinção. “No período de estiagem, a região onde o macaco foi localizado sofre com frequentes incêndios florestais, além da perda de habitat natural, decorrente do desmatamento”, disse Almério preocupado.
A coordenadora da pesquisa professora doutora da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Mariluci Rezende Messias, disse que a característica mais marcante do animal é a grande quantidade de pelagem branca abaixo da mandíbula e as patas grisalhas.
Segundo a coordenadora, a pesquisa foi encaminhada para os Estados Unidos, onde está sendo realizada a análise genética molecular para confirmar se o macacão zogue-zogue é realmente uma nova espécie. “Após essa confirmação, o resultado da pesquisa será submetida a publicação, provavelmente em fevereiro, quando todas as análises já estiverem concluídas” , finalizou a coordenadora.
Fonte: O PANTANAL ONLINE/G1
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