Aripuanã completa nesta terça-feira, 70 anos de emancipação política. O município foi criado através do decreto-lei 545, de 31 de dezembro de 1943, mas durante muitos anos ficou à margem da movimentação do Estado de Mato Grosso, vivendo mais na dependência de Manaus-AM.
Tendo em vista o momento histórico no qual foi criado, caracterizado por total ausência de infraestrutura e baixíssima densidade demográfica, registra-se que da década de 60 até 1985, os prefeitos foram nomeados pelo Governo do Estado e residiam em Cuiabá ou em outros Municípios e se deslocavam, intermitentemente, até Aripuanã para desempenhar suas funções político-administrativas.
O primeiro prefeito, nomeado para esta função, pela sua grande experiência como funcionário da Delegacia Fiscal do Norte do Alto Madeira, foi Salustiano Alves Correa, que navegou pelo Rio Marmelo, a procura de um lugar para a fundação da sede municipal. Entretanto, ao transportar a Cachoeira Paricá, acidentou-se vindo a falecer no local.
O primeiro lugar escolhido para a instalação da sede municipal foi Angustura, à margem esquerda do rio Ji-Paraná ou Machado. Mas não foi possível assentar a sede ali, porque pertencia ao Território de Guaporé (atual Estado de Rondônia). Posteriormente, exploraram outras áreas, optando finalmente pelo entreposto seringueiro de Panelas, a margem direita do Rio Roosevelt, a 180 km da divisa de Mato Grosso com Amazonas, para instalar a sede do município, Aripuanã (que anos mais tarde é transferida para as margens do Rio Aripuanã).
Por volta de 1966, após 23 anos da sua criação, quando a administração municipal, por incentivos político funcionava em Cuiabá e não mais no Amazonas, o governador Pedro Pedrossian resolveu integrar Aripuanã à vida política e econômica do Estado. Para levar avante seu projeto, designou para prefeito Amauri Furquim, experiente piloto de táxi aéreo, profundo conhecedor dos sertões. Foi esse prefeito quem escolheu o novo local e providenciou a transferência da sede do município, de Panelas paras as margens do Rio Aripuanã, junto às belíssimas cachoeiras Dardanellos e Andorinhas, onde foi aberto uma pequena pista de pouso, para de vez em quando dar a mínima assistência aos moradores da localidade, que eram constituídos de seringueiros em sua totalidade. Para chegar ao local escolhido, foram necessários 3 meses de viagem, partindo de Cuiabá, viajando por terra, enfrentando todo tipo de adversidade que se possa imaginar.
Apesar da criação e instalação de uma sede, a administração municipal continuou funcionando em Cuiabá, ainda por mais 12 anos, vindo a ser transferida apenas no último ano do mandato do então prefeito Sebastião Otoni de Carvalho, em 02/12/78, fato histórico que marca, também, a ligação por rodovia (MT-170) com o resto do país. Aripuanã contou ainda com mais dois prefeitos nomeados: Antônio Paulo da Costa Bilego e José Idalberto da Cunha. Com a abertura de estradas, intensifica-se o processo de povoamento, e Aripuanã conhece outro momento histórico, o de ter seus prefeitos eleitos.
A primeira eleição ocorreu em 1985, sendo eleito prefeito o Sr. Almiro Petersen Willig, comerciante proveniente de Santa Catarina. O segundo prefeito eleito em 1988 foi o empresário também de Santa Catarina o Sr. Darcy Vaz Laux. Na terceira eleição em 1993, foi eleito para prefeito o Sr. Alceu Antônio Veronese, comerciante, proveniente do Rio Grande do Sul. Na quarta e quinta eleição - 1997 e 2000 foi eleito para prefeito o médico, proveniente de Goiás, Dr. Agostinho Carvalho Teles. Na sexta eleição em 2004, foi eleito o Sr. Ednilson Luiz Faitta, empresário, proveniente de Santa Catarina. Em 2008 Aripuanã elegeu como prefeito o Sr. Carlos Roberto Torremocha, empresário, natural do Paraná. Em 2012, o empresário Ednilson Luiz Faitta, foi reeleito prefeito do município.
Aripuanã possui uma área de 24.603,13 km², mas no passado chamou a atenção pela sua dimensão territorial, que em 1943, ao ser criado, passou a ser um dos maiores municípios do mundo com uma área de 145.510 km², abrangendo os territórios dos atuais municípios de Alta Floresta, Apiacás, Nova Bandeirante, Castanheira, Cotriguaçú, Juina, Juruena, Nova Monte Verde, Paranaíta, Rondolândia e Colniza.
Atualmente, carrega poucas características dos difíceis anos passados, sendo considerado um ótimo lugar para se viver, registrando um grande desenvolvimento socioeconômico e reconhecidas melhorias de infraestrutura básica, principalmente, na saúde e na educação.
Sua base econômica esta alicerçada na indústria extrativa, principalmente a madeireira, na agropecuária e no turismo (em desenvolvimento), pois o município possui diversas áreas verdes e belíssimas cachoeiras. A origem do nome Aripuanã é indígena Apiacá, que significa Água de Pedra.
O município se localiza ao noroeste do Estado de Mato Grosso altitude de 240 metros, temperatura média é de 26º C, o clima é equatorial quente e úmido. A vegetação predominante é floresta amazônica. O tipo de solo é argilo-arenoso. Os principais rios são: Aripuanã, Roosevelt, Guariba, Canamã, Capitari, Furquim e Rio Branco.
Buscar no passado as informações sobre Aripuanã é reviver a memória daqueles que fundaram e construíram com muito sofrimento, a história desse município, que acolheu e ainda acolhe pessoas de várias regiões do Brasil.
Fonte: Redação: Top News com IBGE

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