A recuperação do mercado da madeira foi tema da 10ª Reunião
Ordinária da Diretoria do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de
Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), realizada na última quinta-feira
(21.11), na sede da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt).
O evento contou com a participação de representantes da ong WWF-Brasil, Rede
Amigos da Amazônia/Fundação Getúlio Vargas (RAA/FGV) e Sindicato da Madeira de
São Paulo (Sindimasp), onde apresentaram os trabalhos que estão sendo
realizados em parceria com o Fórum Nacional das Atividade de Base Florestal
(FNBF), em prol da melhoria da imagem do setor e da conscientização dos
consumidores no engajamento ambiental na compra de produto legal e
ambientalmente sustentável.
O presidente do Cipem, Geraldo Bento destacou a importância das
parcerias para o fortalecimento do setor florestal de Mato Grosso. “Somos
organizados, queremos e incentivamos a legalidade e transparência do setor de
base florestal, essas parcerias são importantes porque servem de elo entre
produtor e consumidor, levando as informações da nossa atividade econômica -
Manejo Florestal Sustentável - incentivando o comércio da madeira legal”, disse
Bento.
Rafael Murta, representante da RAA/FGV, destaca a importância de
reverter o conceito do uso da madeira, para que as pessoas entendam que sua
utilização é um grande fomentador para manutenção da floresta em pé.
“Há uma cultura no consumo da madeira, onde, muitas pessoas acham
que a atividade florestal é ruim para a Amazônia e contribui para o
desmatamento. Ao contrário a que se pensa, o consumo de madeira de forma
sustentável, por meio de Plano de Manejo, garante a floresta em pé, além de
incentivar a economia no território florestal”, declarou Murta.
Marcos Lentini, da WWF, apresentou os pontos necessários para
fazer a aproximação dos produtores e consumidores. “Estamos tentando construir
uma articulação do setor produtivo dos estados com potencial florestal, com o
objetivo de auxiliar o mercado, não só comercial, mas também questões de melhor
governança e sustentabilidade. Hoje acontece uma desconexão entre produtor e
consumir, o produtor tem dificuldades, como, mercado, tributário, falta de
políticas de incentivo e o grande número de burocracia, do outro lado o
consumidor, que parece ter interesse por produtos sustentáveis, porém, nem
sempre está claro. Trabalhamos para estabelecer um acordo entre setor produtivo
e mercado consumidor, para encontrar mecanismo aprimorando o sistema de
produção legal incentivando assim, o mercado de forma mais ativa”, destacou
Lentini.
Também foi apresentado o Estudo Setorial, desenvolvido pelo FNBF e
Associação Brasileira da Indústria da Madeira Processada Mecanicamente
(Abimci), que levantou as necessidades do setor florestal e a sua importância
no desenvolvimento social e econômico.
Fonte: Assessoria/CIPEM
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