São Paulo e Atlético Nacional devem ter esgotado o estoque de gols do confronto depois da primeira partida no Morumbi e, nesta quarta-feira, não passaram de um 0 a 0 sem graça em Medellín. O futebol de baixo nível, no entanto, não impediu o time brasileiro de celebrar a classificação para as semifinais da Copa Sul-Americana, já que havia vencido na semana passada por 3 a 2, em casa.
Na busca pelo bicampeonato, já que venceu a competição em 2012, que lhe garantiria uma vaga na Libertadores do ano que vem, o São Paulo agora espera para conhecer seu adversário, que deve sair do confronto entre Libertad e Itagüí, que se enfrentam nesta quinta-feira, na Colômbia. Na primeira partida, o Libertad venceu por 2 a 0, no Paraguai.
No entanto, o São Paulo ainda pode ter um adversário caseiro, isso porque o regulamento da competição tenta impedir que dois times do mesmo país se enfrentem na final. Assim, os comandados de Muricy Ramalho enfrentarão a Ponte Preta se os campineiros eliminarem o Vélez Sarsfield, também na quinta, na Argentina. Na ida, empate por 0 a 0 no Brasil.
O primeiro tempo desta quarta deve ter dado sono nos torcedores que estiveram no Estádio Atanásio Girardot, em Medellín. O time da casa dominou completamente a posse de bola ao longo dos 45 minutos, mas não criou nenhuma grande oportunidade. Muita dessa ineficiência ofensiva foi causada pela boa marcação são-paulina, que soube anular as principais peças do adversário.
O time brasileiro, no entanto, também exibiu falta de criatividade, ficando em diversos momentos com dez de seus 11 jogadores atrás da linha do meio de campo. A retranca armada pelo técnico Muricy Ramalho aliada aos erros na saída de bola resultaram em um São Paulo acuado, jogando por uma bola no contra-ataque.
Com tantos problemas de ambos os times, as oportunidades só poderiam acontecer em erros individuais, e eles aconteceram todos do lado são-paulino. Aos 15 minutos, Cárdenas cruzou da direita, Rodrigo Caio desviou e quase marcou contra. Aos 28, em lance parecido, o próprio Cárdenas fez linda jogada pela esquerda e cruzou. Reinaldo tentou afastar e quase tocou contra.
Cárdenas era o principal nome do Atlético Nacional e todas as jogadas da equipe passavam por seus pés. Em uma delas, bateu escanteio na cabeça de Duque, que cabeceou em cima de Rogério. Depois, arrancou pela direita, cortou para o meio e bateu cruzado, perto da trave.
Os colombianos voltaram para o segundo tempo arriscando mais e deram três chutes nos primeiros quatro minutos. Aos nove minutos Valência recebeu pela direita e cruzou. Duque deu lindo voleio e não pegou em cheio, mas ainda assim a bola quicou e passou rente ao travessão.
O ímpeto inicial fez Muricy recuar o São Paulo, colocando Wellington na vaga de Jadson, e o jogo se tornou um espelho do que aconteceu no primeiro tempo. O São Paulo se fechou na defesa e o Nacional foi para cima, manteve a posse de bola, mas, novamente, errava quando chegava perto da área e seguia sem criar. Os donos da casa até conseguiram imprimir uma pressão nos minutos finais, mas sem sucesso.
Fonte: Agência Estado
ATLÉTICO NACIONAL-COL 0 X 0 SÃO PAULO
ATLÉTICO NACIONAL
Armani; Peralta, Henríquez e Murillo; Medina, Mejía, Cárdenas e Valencia (Díaz); Bernal (Guisao), Duque (Ángel) e Uribe
Técnico: Juan Carlos Osorio
SÃO PAULO
Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rodrigo Caio, Antonio Carlos e Reinaldo; Denilson, Maicon, Douglas e Jadson (Wellington); Aloísio (Welliton) e Luis Fabiano (Ademilson)
Técnico: Muricy Ramalho
Local: Estádio Atanasio Girardot, em Medellín (Colômbia)
Data: 6 de novembro de 2013 (quarta-feira)
Árbitro: Enrique Osses (CHI)
Assistentes: Carlos Astroza (CHI) e Sergio Román (CHI)
Cartões amarelos: Valencia (Atlético Nacional); Antônio Carlos, Wellington, Luis Fabiano (São Paulo)
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