Os professores da rede estadual de ensino de Mato Grosso decidiram manter a greve por tempo indeterminado, em assembleia geral da categoria realizada na tarde desta sexta-feira, 4, na Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá. Ignoraram com isso o risco de perda do ano letivo. No encontro, os profissionais decidiram tomar medidas radicais e ameaçam fechar rodovias federais a partir do dia 15. A ação poderá ser antecipada para o dia 11. Após a realização da assembleia os educadores saíram em passeata pelas ruas da Capital.
Os educadores defenderam que a prorrogação para o fim do movimento é atrelado ao posicionamento truculento do governo. "A greve não terminou ainda por irresponsabilidade do governador Silval Barbosa que está trabalhando a questão da paralisação do ponto de vista pessoal. Esta semana ele não aceitou a articulação da categoria junto a Assembleia Legislativa", pontuou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso – Sintep/MT, Henrique Lopes do Nascimento.
De acordo com o sindicato, está mantido o acampamento ao lado do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em Cuiabá. Serão realizadas reuniões locais com diretores e assessores pedagógicos informando sobre os direitos trabalhistas frente às ameaças de retaliação do governo, além de um calendário de atividades.
Na próxima segunda-feira, 7, a categoria realiza o “Dia do Barulho”, na Secretaria de Estado de Educação – Seduc, e nas assessorias pedagógicas. Já na terça-feira, 8, os educadores vão acompanhar os trabalhos na Assembleia Legislativa, na sessão da tarde.
Os profissionais retornam ao Legislativo na quarta-feira, 9, com a realização de um café da manhã. Caso não haja avanços nas negociações para buscar o posicionamento dos deputados, foi deliberado o indicativo de pernoitar no local. Na quinta-feira, 10, continua a atividade na Assembleia na sessão matutina. A categoria realiza à tarde uma assembleia geral e ato público.
No início de setembro, o desembargador Marcos Machado declarou a greve abusiva e determinou que os grevistas retomassem às atividades. Na última sexta-feira, 27, a desembargadora Maria Erotides Baranjak decidiu que 50% dos professores teriam que voltar ao trabalho. No entanto, a categoria afirmou que não vai obedecer a determinação judicial.
Ameaça
Na segunda-feira, 30, o Governo emitiu um comunicado oficial e afirma que vários acordos foram propostos aos profissionais da Educação. No entanto, eles não cederam e insistem na greve. Além disso, ressaltou que “esgotou suas possibilidades de negociação e cedeu tudo o que pode”.
Na nota, o Governo anunciou que vai garantir o direito dos profissionais da Educação que quiserem trabalhar e cortar o ponto dos que não comparecerem ao trabalho, demitir os contratados e abrir processo administrativo contra os servidores em estágio probatório.
As ameaças apresentadas pelo governo provocaram a imediata reação da categoria, que classificou a medida de truculenta, autoritária, irresponsável e intimidatória. Conforme o sindicato, a categoria disse que não iria ceder às pressões.
Reivindicações
A pauta de reivindicações envolve política que vise dobrar o poder de compra dos educadores em até 7 anos; realização imediata de concurso público; chamamento dos classificados do último concurso; garantia da hora-atividade para interinos; melhoria na infraestrutura das escolas; aplicação dos 35% dos recursos na educação como prevê a Constituição Estadual; autonomia da Seduc nos recursos devidos na área.
Fonte: Thais Tomie | Redação 24 Horas News
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