O dia mais esperado do ano pelas crianças está chegando. Mas não são só elas que tem altas expectativas pelo 12 de outubro. Os vendedores e fabricantes de brinquedos estão otimistas com a data em 2013. Segundo pesquisa feita pela Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop), que representa cerca de 80% dos lojistas de shoppings centers do País, é esperado um crescimento de 12% nas vendas de brinquedos deste ano em relação a 2012.
Mais da metade do faturamento anual do setor de brinquedos se concentra no segundo semestre: o Dia das Crianças representa 35% das vendas de todo o ano e o Natal, 30%. Segundo o Diretor de Relações Institucionais da Alshop, Luis Augusto Ildefonso, a expectativa de crescimento se deve a pesquisas das áreas econômicas das grandes redes, levando em consideração o cenário econômico brasileiro e antevendo a oportunidade de vendas.
A meta da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) é de que, em 2013, 55% do faturamento total do setor seja de brinquedos produzidos no País. Em 2012 , os nacionais representavam 50% - em 1996, esse índice era de 38%. Entre as medidas tomadas para que se aumente a participação dos brinquedos nacionais no mercado está a elaboração de novas opções para os pequenos. “A alta do dólar colabora para a valorização da indústria nacional, mas o elemento decisivo são os 1.200 novos modelos que lançamos na Feira Brasileira de Brinquedos, realizada em abril. Nunca se lançou tanta novidade como neste ano”, comenta o presidente da Abrinq, Synésio Batista da Costa. Já se pode encontrar nas lojas mais de 600 diferentes tipo de bonecas e outras tantas opções de brinquedos fabricados no Brasil.
Dados da Abrinq de 2012 mostram que entre os modelos mais procurados estão bonecas e bonecos, que têm peças importadas mas são montados no Brasil, representando 16,2% do mercado. Em segundo lugar estão os veículos, como carrinhos, motos e pistas de autorama, representando 13,7%. Os jogos representam 10,5% do mercado e brinquedos esportivos como patinetes e bicicletas, 10%. As fantasias compõem 2,9% das vendas e os eletrônicos apenas 2,8%. No Dia da Criança, os pais preferem comprar o brinquedo em si, que no Natal já disputa espaço com eletrônicos e roupas.
Importação
Entre as maiores fábricas de brinquedos brasileiras estão Estrela, Grow e Bandeirantes, que importam peças. O Brasil é um país montador, importa muitos componentes como olhos de bonecos e partes eletrônicas dos modelos. Do faturamento total de 2012, cerca de 50% veio da venda de importados. Nos anos de 2007 a 2009, menos da metade vinha da produção nacional.
A valorização do dólar favoreceu a indústria nacional. Além disso, a China, grande fabricante de brinquedos, adotou políticas trabalhistas encarecendo sua mão de obra e, consequentemente, seus produtos. Mesmo assim, a concorrência não é equivalente, pois o custo de produção na China ainda é menor do que no Brasil.
Fonte: Terra
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