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Ao som de Beatles, Flávio Venturini e Djavan interpretados pelas crianças e jovens do Grupo Flauta Mágica, teve início o terceiro dia de programação do 15º Congresso Estadual do Sintep/MT. Durante a manhã deste sábado (28), delegados, educadores da rede pública estadual e municipal se reuniram no Hotel Fazenda Mato Grosso para debater temas relacionados à política educacional do Estado.
O painel apresentado durante as atividades do período matutino “Valorização profissional e condições de trabalho: piso salarial, carreira e formação profissional na rede estadual e redes municipais”, contou com a participação do secretário de Comunicação do Sintep/MT, Gilmar Soares e do voluntário do MEC, João Monlevade.
Em sua fala, Gilmar apontou os principais desafios da valorização profissional, destacando situações habituais na vida do educador da rede pública. “O professor possui dificuldades crescentes para realizar seus trabalhos dentro da escola, além de não ter acesso aos meios didáticos pedagógicos, como um computador ou uma internet. E em contrapartida o que vemos são alunos que não encontram interesse no espaço escolar”, destacou o representante do Sintep/MT.
“Constatamos que a maioria dos profissionais da rede estadual de Mato Grosso possui formação superior ou especialização. Por isso temos condições de exigir a valorização profissional desses trabalhadores”, pontuou Gilmar.
Em sua conclusão, Gilmar mostrou os principais pontos para o êxito das conquistas de valorização profissional, entre eles, jornada única e formação inicial e continuada de educadores, além da grande luta do Sintep/MT nessa greve: a dobra do poder de compra.
“Enquanto a meta 17 do Plano Nacional de Educação fala em aproximar o rendimento médio de um educador ao dos demais profissionais, o Sintep está lutando para dobrar o poder de compra dos educadores de Mato Grosso”. E completou: “Sem uma política de valorização profissional baseada em carreira, piso e jornada todas as outras tentativas fracassarão”, concluiu Gilmar Soares.
Em seguida, o professor doutor e voluntário do MEC, João Monlevade iniciou sua fala pontuando os cinco principais aspectos da carreira de um educador, sendo eles a invisibilidade social, a subalternidade política, a marginalidade pedagógica, a subvalorização salarial e a indefinição funcional. Para o especialista, os cinco itens se aplicam principalmente ao funcionário da escola.
“Quando falamos em ‘profissionais da educação’ o que vem a nossa mente é o professor. Esquecemos que existe o porteiro, a merendeira, a secretária e diversos outros profissionais. Esses trabalhadores se tornam invisíveis e essa desvalorização abre espaço para a terceirização do espaço escolar”, ressaltou João.
Monlevade acredita que os professores também sofrem com problemas semelhantes. “Antigamente o professor chegava a um espaço e era convidado a sentar em uma mesa, juntos das demais autoridades. Hoje, o professor sofre do mesmo mal que os funcionários: é invisível. Mas isso só acontece porque ele educa democraticamente o pobre, o rico, o negro, o índio, sem distinções. Educadores, não tenhamos medo de sermos invisíveis”.
João Monlevade encerrou sua palestra afirmando que os planos estadual e municipais de educação devem ser articulados de maneira conjunta, promovendo assim a troca de experiência entre educadores das redes estadual e municipal. O 15º Congresso do Sintep/MT segue com mais programação até às 18h, encerrando as atividades no domingo (29) pela manhã.

Fonte: O Documento
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