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Paralisação seria nas duas últimas rodadas do campeonato
Proposta é contra número excessivo de jogos no calendário
Federação Nacional dos Atletas vai encaminhar proposta aos clube


RIO - O ano corre o risco de terminar sem festa no futebol. Em um ato contra a maratona de jogos em intervalos curtos, pré-temporada inadequada e férias partidas em 2014, os jogadores poderão entrar em greve nas duas últimas rodadas do Brasileiro, nos dias 1 e 8 de dezembro, dois domingos.
A proposta foi sugerida pela Federação Nacional de Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf) em apoio ao manifesto de 75 jogadores das séries A e B enviado ontem à CBF e divulgado na página “Bom Senso F.C.” do Facebook. Nele, os jogadores questionam o calendário de 2014 determinado pela entidade, que obriga os campeonatos estaduais a começarem dia 12 de janeiro.
— A proposta de greve foi motivada pelo manifesto. Os jogadores excluíram as entidades do documento, mas enviei mensagens a eles e recebi respostas positivas. A nossa ideia é ter um plano B, porque a CBF poderá simplesmente dizer não. Nossa sugestão é uma atuação contundente, que decida pela greve nas últimas rodadas para fazer valer a vontade coletiva — afirmou Alfredo Sampaio, vice-presidente da Fenapaf.
OAB: “ATENTA CONTRA DIGNIDADE”
No manifesto, assinado por Jéfferson, do Botafogo, Leonardo Moura, do Flamengo, Rafael Sóbis, do Fluminense, e Juninho Pernambucano, do Vasco, além de Alexandre Pato (Corinthians), Alex (Coritiba), Dedé (Cruzeiro), Gilberto Silva (Atlético-MG) e Rogério Ceni (São Paulo), entre outros, a maior reivindicação é pelo profissionalismo. “Estamos convictos de que dar esse primeiro passo significa caminhar na direção do profissionalismo, da transparência e da busca pela excelência no futebol”, diz o documento dos jogadores, que reivindicam uma reunião com a CBF para tratar das férias, que poderão ser divididas devido à Copa:
— Já dissemos à CBF que não há possibilidade de férias partidas — disse Sampaio.
Em nota, o presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da Organização dos Advogados do Brasil (OAB), Wadih Damous, manifestou apoio ao movimento: “O calendário que a CBF impõe é absurdo e atenta contra a dignidade da pessoa.”
Devido ao Estatuto do Torcedor, as mudanças, como a redução do número de jogos, só poderão valer em 2015.
O presidente da CBF, José Maria Marin, e o vice, Marco Polo Del Nero, estão no exterior. O diretor de competições, Virgílio Elísio, foi procurado, mas não atendeu porque estava em reunião, segundo informou seu gabinete.
O preparador físico do Corinthians, Fábio Mahseredjian, e o fisiologista do Botafogo, Altamiro Bottino, apresentaram em seminário dados para mostrar a impossibilidade de aproveitar todo o potencial dos atletas.
— Um time na Alemanha, que não jogue a Liga dos Campeões ou da Uefa, faz 40 jogos/ano. O Botafogo já tem 50... — disse Bottino.
Fonte: GIAN AMATO /PEDRO MOTTA GUEIROS/O Globo
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