Após muita discussão, a maioria dos senadores rejeitou a emenda que proíbia a contratação de cabos eleitorais para as próximas eleições, em sessão realizada nesta segunda (16). A proposta foi a primeira de uma série de outras emendas para aprovação da minirreforma eleitoral. O curioso é que a reforma política só foi discutida devido às inúmeras manifestações ocorridas em julho, pedindo mudanças políticas.
A proposta de autoria do senador Humberto Costa (PT/PE) só permitia a participação de voluntários e, por isso, acabou gerando polêmica no Plenário por alguns parlamentares acharem o texto confuso. Outros justificaram que não seria correto excluir os cabos eleitorais e sim limitar o número.
Para o senador Blairo Maggi (PR), que apesar do voto contrário do PR, ressaltou que a contratação de cabo eleitoral é a maior "excrescência" que tem nas eleições e é preciso mudar. “A proposta está correta e eu apoio”, disse durante a sessão. Pedro Taques (PDT), por sua vez, cutucou a minirreforma chamando de nanoreforma eleitoral. Para ele pessoas vivem de ser cabo eleitoral nas eleições e acabam envolvendo os familiares para votar no candidato que as contratou. “Quem tem mais poder aquisitivo compra mais”, disparou.
Taques classificou ainda que o resultado da minirreforma será pouco significativo e disse que não vai mudar quase nada. Para ele o ideal é uma reforma política, mas isso não será feito devido a intenção de aprovar com celeridade
Fonte: Tarso Nunes/RD NEWS

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