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Cerca de 430 mil estudantes permanecem sem aula na rede estadual.
Nova reunião foi marcada para esta terça-feira (3) em Cuiabá.

Professores fizeram passeata enquanto reunião acontecia no Palácio Paiaguás. (Foto: Stephanie Freitas/G1)

Após quase três horas de reunião nesta segunda-feira (2) no gabinete do governador Silval Barbosa (PMDB), em Cuiabá, os trabalhadores da educação do estado e o governo não chegaram a um consenso e a greve da categoria, que começou no dia 12 de agosto, deve continuar. Cerca de 430 mil alunos já estão sem aula em Mato Grosso.
Mesmo assim, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação no Ensino Público (Sintep), Henrique Lopes do Nascimento, considerou que houve avanços no Palácio Paiaguás, pelo fato de o governador ter recebido a categoria, mas destacou que não houve proposta para atender às reivindicações da categoria.
“Teve uma reunião produtiva, do ponto de vista do acolhimento, mas do ponto de vista construtivo, não teve nada de concreto. Não tem nada que assegure aquilo que, efetivamente, os trabalhadores da educação estão reivindicando. Não há proposta feita pelo governo”, afirmou.
Greve
Os trabalhadores pedem o reajuste salarial de 10,41%, inclusão da hora-atividade para professores contratados, melhoria na estrutura das escolas e a posse dos classificados do concurso público realizado em 2010 no Estado.
O secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf, declarou que o governo quer avançar nas negociações com os grevistas, mas que é preciso ficar atento ao orçamento do Estado.
“Nós temos que encontrar aquilo que temos condições financeiras de atender a demanda dos professores e, consequentemente, terminar a greve. Por isso, o governador solicitou ao secretário de Educação, com o Sintep, para tentar construir um percentual que aumente o percentual destinado à educação e, consequentemente, o percentual destinado à folha do pagamento”, afirmou.
Nadaf disse ainda que o Governo deu, este ano, aumento de 8% para a classe. “Isso é acima daquilo que era previsto dentro da nossa LOA [Lei Orçamentária Anual], e já trouxe um ônus financeiro para o Governo do Estado”, frisou.
Manifestantes usam imagens do governador, secretários de Educação, Administração e Fazenda (Foto: Stephanie Freitas/G1)Protesto nesta segunda (2) satirizou governador e
secretários. (Foto: Stephanie Freitas/G1)
O presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa (AL), deputado Alexandre Cesar (PT), também participou da reunião e disse esperar que o Estado aumente os recursos do orçamento do Estado para o setor, que estão abaixo do que consta da Constituição do Estado, a qual prevê repasse de 35%.
“Nossa expectativa é de que haja um incremento dos percentuais destinados à educação e que isso possa ser contínuo, a fim de garantir essa recomposição salarial. E, ao mesmo tempo, que possamos ampliar a base de contribuição pra poder, através do fundo previdenciário, desonerar a folha da Educação”.
Negociação
Uma nova reunião foi marcada para esta terça-feira (3), na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), entre o titular da pasta, Ságuas Moraes, o Sintep e a Comissão de Educação da AL
Fopnte: Carolina Holland/G1
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