Diálogos interceptados pela Polícia Federal indicam que a quadrilha desbaratada pela Operação Miquéias tentou fechar negócios em Cáceres, Juína e Aripuanã
No casos de Cáceres, o deputado chegou a afirmar que tudo estava “na mão”, mas Marden reclama que o responsável pela negociação não entregava a conclusão do que havia sido acordado. “Tá na mão, mas não entrega, o que que adianta”, questiona em trecho do diálogo gravado.
Além das três cidades, pelo menos outras 9 foram assediadas pelo grupo criminoso acusado de praticar fraudes contra fundos previdenciários. Os prejuízos causados seriam da ordem de R$ 300 milhões. No inquérito aparecem diálogos relacionados também à Sinop, Primavera do Leste, Lucas do Rio Verde, Rondonópolis, Colíder, Nova Canaã, Nortelândia, Feliz Natal, além de Cuiabá e Várzea Grande. Estas duas últimas já haviam sido tornadas públicas nesta semana.
Outro lado
O prefeito de Cáceres Francis Maris (PMDB) garante que nunca foi procurado pela quadrilha e ressalta que desde a gestão anterior, devido a contrato firmado, todo o fundo de previdência é depositado na CEF e qualquer mudança teria que ter seu aval e do Conselho de previdência. “Antes era do Bradesco, mas vendeu para a Caixa e depósitos e aplicações estão na Caixa no Banco do Brasil”, defende. RDNews ainda tentou entrar em contato com o presidente dos fundos de previdência Luiz Emílio, mas ele não atendeu aos telefonemas.
Os prefeitos de Juína, Hermes Bergamin (PMDB) e de Aripuanã Ednilson Luiz Faitta (PMDB) estavam com os celulares desligados.
Fonte: Valérya Próspero/RD Neews
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