Os índios da etnia Enawene-nawe procuraram a TV Record de Juína para dar resposta à população quanto à forma de pescar nas lagoas que formam às margens do Rio Juruena. Segundo eles, o ritual é feito uma vez ao ano para a realização de eventos culturais na aldeia.
A população se revoltou com a quantidade de peixes mortos as margens do rio Juruena. Após publicações de matérias e comentários na mídia local a respeito da quantidade de peixes mortos encontrados boiando no rio devido à prática da pesca com uso do timbó, os índios procuraram o apresentador Lelinho da TV Record para esclarecer o caso.
Segundo eles a pesca com o timbó é realizada apenas em lagoas e eles pegam todos os peixes que veem a flor d’agua, sejam peixes pequenos ou grandes. Aja visto que não se tem mais peixes como há 10 anos e esses que aparecem depois são peixes que ficam enroscados em arbustos no fundo do rio e que só flutuam depois, após a pesca.
“O que estão falando é mentira, que índio pesca e depois deixa milhões de peixes para trás, esses peixes que morrem depois são os peixes que ficam enroscados no fundo do rio” fala o líder MarikerogeeneEnawene.
Outra retificação é quanto a liberação da pesca no rio. Segundo eles, existe uma documentação de autorização de fazendeiros para a prática da pesca nessa região. O que acontece é uma discórdia entre as etnias Rikbaktsa.
“A gente fica triste por que eles entram na nossa área para caçar e tiram nossas frutas e a gente não pode entrar na área deles para pescar? Nós nunca entramos na área deles para pescar por que eles ameaçam a gente, nós entramos nas terras do fazendeiro e não na área deles.” Disse Marikerogeene
Os Enawene-Nawe vivem em uma única aldeia próxima ao rio Iquê, afluente do Juruena. A cada ano realizam um longo ritual destinado aos seres subterrâneos e celestes iakayreti e enorenawe, respectivamente. Durante este período os EnaweneNawe cantam, dançam e lhes oferecem comida, numa complexa troca de sal, mel e alimentos, sobretudo peixes e mandioca. Dessa forma, organizam o trabalho com o intuíto de produzir alimentos para o consumo cotidiano e para serem oferecidos nos rituais.
Fonte: Ivan Marcondes| JRegional

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