O consórcio responsável pelo estudo de viabilidade técnica, econômica em ambiental da Hidrovia do Teles Pires/Tapajós/Juruena deve concluir o trabalho dentro de um ano. O prazo foi apontado, ontem, na apresentação das diretrizes dos trabalhos, pelo engenheiro de uma das empresas, Fabio Esperança, no auditório da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), campus Sinop. "E após isso a conclusão deve ser encaminhada ao governo federal para o pleito dos devidos investimentos".
Na apresentação, o engenheiro apontou que as ações são dividas em quatro trechos somando pouco mais de 2,5 mil quilômetros de extensão. O primeiro, no rio Tapajós, a partir de sua foz à confluência com os rios Juruena e Teles Pires, somando 843 quilômetros. O outro parte da confluência do rio Juruena com o Teles Pires até Sorriso, atingido 873 quilômetros. O terceiro da foz do rio Juruena até Juína, chegando a 600 quilômetros e o último, da foz do Rio Arinos até Porto dos Gaúchos (200 quilômetros).
No Estado, o engenheiro também apontou que devem ser trabalhadas a integração entre os modais hidroviário, ferroviário e rodoviário. Com isso, um dos segmentos abrangidos são "melhorias do fluxo de produtos e de usuários nos seus deslocamentos, incluindo nessa análise o potencial turístico regional, o aspecto de integração social das soluções analisadas e os principais problemas de impacto ambiental decorrentes das alternativas previstas, destacando-se as imposições e limitações legais existentes".
Na abrangência do levantamento, ainda constam "aspectos ambientais, geométricos e geotécnicos, também com base em dados pré- existentes, para toda a região, a para da experiência em locais com problemas similares, soluções convencionais e não convencionais, avaliando custos e riscos envolvidos".
O presidente da Associação Comercial de Sinop (ACES), Rodolpho Ferreira Mello, apontou que a região vai ser beneficiada principalmente com o escoamento da produção, devido a consequente queda no preço do frete, partindo do Norte de Mato Grosso para o porto de Santarém, no Pará. Atualmente grande parte da produção no Estado é escoada por portos do Sudeste.
A audiência foi promovida pela Aces e também contou com a presença de representantes da Administração das Hidrovias da Amazônia Oriental (AHIMOR) e da Companhia de Docas do Maranhão (CODOMAR) que acompanham os estudos.
Fonte: Só Notícias/Weverton Correa
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