
Companheiros da cúpula regional do próprio PDT levaram Pedro Taques ao forno e já começaram a fritá-lo. O ambiente escolhido para fechar o combinado foi o tradicional restaurante Okada, no CPA, em Cuiabá. Ali, há cerca de 12 dias, se reuniram os pedetistas Otaviano Pivetta e Adilton Sachetti e o senador Blairo Maggi (PR). Avaliaram que os segmentos do agronegócio deveriam se unir em busca de alternativa de poder em Mato Grosso e que essa via não poderia ser Taques.
O trio “costurou”, então, entendimento para jogar na fogueira o nome do primo de Blairo, Eraí Maggi, que não estava presente, mas sabia das articulações.
Na retaguarda estava também o prefeito rondonopolitano Percival Muniz (PPS). Todos se dizem aliados do pedetista, mas, nos bastidores, buscam isolá-lo. Querem entrar em outro barco rumo ao Palácio Paiaguás.
A primeira ação seria a saída de Eraí da legenda pedetista. E assim o “rei da soja” procedeu. Este Blog apurou que, na ótica do grupo, Taques ficará sozinho porque é um parlamentar de difícil relacionamento político, representa oposição ao governo Dilma Rousseff e não ajuda o agronegócio. Embora estejam em partidos e até grupos diferentes, Pivetta, Maggi, Eraí, Percival e Sachetti têm interesses em comum. São do agronegócio e pelo setor são capazes de, no jogo político, matar ou morrer abraçados.
Nos bastidores, eles comentam que precisam se unir para eleger um governador que esteja sintonizado com o Palácio do Planalto com vistas a buscar resolver questões que travam o desenvolvimento, principalmente de infraestrutura. Como entendem que Taques não tem esse perfil, passaram a criar ambiente para Eraí Maggi encarar candidatura ao governo estadual. Aos poucos, assim que consolidá-lo, vão abandonar Taques, fazer o chamado corpo mole ou até atravessar a campanha eleitoral em posição de “neutralidade”.
Num combinado com os pedetistas Pivetta e Sachetti e também apoiado por Percival, Maggi tratou de colocar Eraí frente a frente com a presidente Dilma durante visita da petista a Rondonópolis, no último dia 19. A conversa rápida não foi suficiente e Eraí seguiu no avião presidencial para Brasília. Se empolgou com o incentivado recebido da presidente. Ele avalia cinco opções de filiação: PTB, PSB, PSD, PMDB e PR.
Até o prefeito cuiabano Mauro Mendes ofereceu abrigo a Eraí no PSB, embora entenda que essa cooptação será difícil de conseguir por causa da conjuntura nacional, já que o PSB se firma como oposição e com Eduardo Campos como provável candidato à Presidência. Eraí tem 12 dias para decidir o novo partido. Sua entrada no páreo, sob empurrão dos segmentos do agronegócio, mexeu com o tabuleiro político e, Taques que vislumbrava caminho livre rumo ao Paiaguás, começa a ficar cabreiro, tanto dentro do PDT, porque muitos já não defendem-no como antes, como com o surgimento de possíveis concorrentes de peso, como Eraí e o juiz federal Julier Sebastião da Silva, que ainda segue de “namoro” com o PT e PMDB.
Fonte:RD News
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