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A Justiça decretou a prisão preventiva de seis policiais civis – incluindo o delegado João Bosco de Barros e a policial civil Gláucia Alt –, além de mais nove pessoas, estas suspeitas de tráfico e associação ao tráfico de entorpecentes presas durante a Operação Abadom. Também tiveram a prisão decretada os policiais Márcio Severo Arrial, Leonel Constantino de Arruda, Cláudio Roberto da Costa e George Fontoura Filgueiras, que atuam na Derf. Todos eles já estão presos. 

 
A prisão ocorreu quase um mês após a delegada Alana Cardoso concluir o inquérito da Operação Abadom, deflagrada no dia 27 de junho. O Ministério Público denunciou os acusados à Justiça. 

 
A prisão preventiva foi decretada porque chegou ao conhecimento da juíza Selma Rosane Arruda que haveria em curso um plano para matar a delegada Alana Cardoso. “O fato de uma delegada de polícia ter sido ameaçada, ou se sentir em risco, em razão do exercício legítimo de seu dever funcional, é sinal claro da inversão de valores que a criminalidade provoca”, escreveu a juíza. “É claro indício de que tais cidadãos têm certeza da impunidade e acreditam que a prevalência da força e da intimidação lhes garantirá que saiam ilesos, sem pagar pelos seus erros”. 

 
Na época da operação, somente o delegado e a policial, que é sua esposa, haviam sido presos. Os outros quatros foram indiciados durante as investigações. Os policiais foram autuados também por corrupção e concussão, além de extorsão. 

 
Segundo as investigações, Marco Antônio da Silva, conhecido como Neném, era o chefe da quadrilha. Ele tinha como apoiadores Eduardo Juliano dos Santos Bravo, Volcmar Pires de Barros, Eduardo de Paula Gomes, Renildo Silva Rios, Kaíque Luiz de Oliveira, Marlene Ramos e Wanderlei Zamoner. 

 
O grupo comercializava entorpecentes na capital e em várias regiões do Estado. Ainda de acordo com as investigações, a quantidade de entorpecente era expressiva e colocava a quadrilha como uma das principais distribuidoras de pasta-base para outros fornecedores do interior de Mato Grosso. 

 
Consta também que durante a investigação, Volcmar – gerente de Marco Antônio - foi sequestrado pelos quatro policiais da Derf. Eles exigiram R$ 180 mil de resgate, segundo a denúncia. 

 
Conforme a delegada Alana, as investigações iniciaram há cerca de oito meses, com a prisão em flagrante de uma pessoa na rodoviária de Várzea Grande. “A partir dessa prisão chegamos a mais 14 pessoas, num total de 15, envolvidos com o esquema”, frisou. Na deflagração da operação, além do delegado e da policial, foram presos 11 integrantes da quadrilha. Do total, quatro já estavam atrás das grades. 

 
Faltava apenas o chefe do esquema – Marco Antonio da Silva - preso no início de agosto em São Luiz (MA) durante um evento sertanejo onde estava com a esposa. O delegado Gustavo Francisco da DRE contou com o apoio dos policiais do Denarc do Maranhão para localizar o traficante. Só que Neném, que na época foi preso por uso de documento falso, acabou sendo liberado e hoje é considerado fugitivo, pois está com a prisão preventiva decretada pela Comarca de Cuiabá. Outro foragido é Wandereli Zomoner. 

Fonte: Diário de Cuiabá  
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