Campeão simbólico do primeiro turno, com uma rodada de antecipação, o Cruzeiro confirmou essa situação ao vencer o Flamengo, por 1 a 0, na tarde deste domingo, no Mineirão. Dessa forma, o time celeste chegou aos 40 pontos, atingindo o objetivo traçado para a etapa inicial do Brasileirão e ainda conseguiu uma ‘pequena vingança’ contra o rubro-negro , que recentemente o eliminou da Copa do Brasil, nas oitavas de final. Foi um jogo difícil para o líder, que desperdiçou muitas chances de gols.
Oficialmente, os dois lados rebateram a tese de revanche do Cruzeiro por ter sido eliminado da Copa do Brasil pelo Flamengo. “Não falei em revanche em nenhum momento, não tem nada a ver com a Copa do Brasil, tem de ver o Flamengo como adversário pelo Brasileiro, onde cada jogo é uma final”, afirmou o técnico celeste, Marcelo Oliveira. “São jogos diferentes, ambientes diferentes. No Brasil, o fator local influencia muito”, observou o treinador rubro-negro Mano Menezes.
Os dois times tiveram ausências de última hora. No Cruzeiro, Julio Baptista não pôde continuar sua sequência como titular, em função de um problema médico. O camisa 10 não ficou nem ao menos no banco, dando a vaga para Ricardo Goulart, que havia perdido a condição de titular. Pelo lado do Flamengo, houve veto médico ao goleiro Felipe, com problema no tornozelo direito, sendo substituído por Paulo Victor.
Com o triunfo, assegurado apenas no segundo tempo, o Cruzeiro poderia terminar o primeiro turno com seis pontos de vantagem sobre o vice-líder. Para que isso acontecesse, seria necessário tropeço de Atlético-PR e Botafogo, que tinham 33 pontos e que entraram em campo na noite de domingo. Mas, o Botafogo, com gol no finalzinho, derrotou o Criciúma, por 2 a 1, e chegou aos 36 pontos, quatro a menos que o Cruzeiro e dois a mais que o Grêmio, terceiro colocado. Já o Atlético-PR empatou com o Vasco, em São Januário, e ficou com 34 pontos, mas uma vitória a menos que o tricolor gaúcho.
Pelo lado do Flamengo, a derrota o deixou em 22 pontos, numa situação ainda bastante desconfortável em relação ao rebaixamento. O time carioca continua na 15ª posição, mas somente com três a mais do que a Portuguesa, que abre a zona de degola.
O primeiro tempo começou com o Cruzeiro acuando o Flamengo. Com brutal vantagem na posse de bola, o time carioca não conseguiu se acertar e raramente conseguia ultrapassar a linha divisória do meio de campo. Já os donos da casa, impunham um toque rápido de bola e com muita velocidade, geralmente com as jogadas sendo criadas por Everton Ribeiro, que dava muito trabalho aos marcadores adversários, especialmente Luiz Antônio.
O futebol ofensivo e envolvendo do Cruzeiro entusiasmava o seu torcedor, que compareceu em bom número ao Mineirão. O time celeste falhava nas finalizações e isso o impedia de abrir o placar. O Flamengo estava pressionado, mas o técnico Mano Menezes viu interferência da arbitragem e, aos 16 min, reclamou enfaticamente e teve sua atenção chamada também de forma veemente pelo árbitro Anderson Daronco.
Depois dos 20 min, o domínio do Cruzeiro diminuiu. A marcação celeste já não era tão adiantada e tão eficiente. Dessa forma, o Flamengo passou a se arriscar algumas vezes no ataque, o que não acontecia no começo da partida. Mesmo assim, a equipe mineira levava mais perigo do que os visitantes. Aos 31 min, Everton pega uma bola rebatida por Paulo Victor e acerta potente chute, que é bem defendido pelo goleiro flamenguista.
Sem pressa, o Flamengo apertou a marcação sobre os donos da casa e tentava diminuir a velocidade da partida. O time celeste, na reta final da primeira etapa, já não conseguia pressionar tanto, mas ainda criou suas oportunidades de gol. Aos 45 min, o volante Nilton, que voltou ao time após se recuperar de lesão no tornozelo esquerdo, cabeceou a bola no travessão. O tempo inicial, dessa forma, acabou sem gols.
“O Cruzeiro jogou em cima, atuando para frente, buscando o gol e vamos manter essa pegada para o segundo tempo”, afirmou Everton Ribeiro, que teve suas oportunidades, mas não conseguiu concretizá-las. O lateral esquerdo André Santos admitiu que o Flamengo veio jogar no contra-ataque. “O Cruzeiro é muito forte em casa, vem de duas vitórias, é muito difícil jogar contra eles aqui, mas o Flamengo está buscando e contra-atacando”, observou.
O Cruzeiro voltou com o jovem lateral direito Mayke no lugar de Egídio. Assim, Ceará, que jogou desde o início com proteção na cabeça, foi para o lado esquerdo. O Flamengo voltou com a mesma formação. “Os primeiros 15, 20 minutos foram muito difíceis, depois melhoramos, mas temos que aproveitar as oportunidades”, disse mano Menezes, que viu a equipe cruzeirense reclamar a não marcação de pênalti de Paulo Victor sobre Ricardo Goulart, aos 2 min, O jogador celeste levou cartão amarelo, por simulação.
Aos 8min, o Cruzeiro ficou em vantagem no placar. Ricardo Goulart, de cabeça, obrigou Paulo Victor a fazer boa defesa, mas no rebote colocou a bola nas redes. Atrás no marcador, o Flamengo tentou se abrir e cedeu espaços aos contra-ataques do Rubro-negro. O jogo ficou mais aberto e Everton Ribeiro, sempre em velocidade, puxou ataques seguidos, em um deles, Willian chutou, o goleiro do time carioca defendeu e a bola ainda bateu na trave. O Cruzeiro desperdiçou uma série de outras oportunidades para ampliar, mas como não as concluiu em gols, deixou a partida aberta até o final.
Fonte: Uol

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