Foram 16 anos sem disputar uma competição internacional - em 1997 jogou a Copa Conmebol - até a Portuguesa estrear pela Copa Sul-americana nesta quinta-feira. A Lusa recebeu o Bahia pela segunda fase do torneio no Canindé e, com um time completamente reserva, repetiu a sina do Campeonato Brasileiro e levou o gol da derrota por 2 a 1 já nos minutos finais.
Depois de superar correria inicial imposta pelos donos da casa, o Esquadrão de Aço passou a dominar as ações e abriu o placar com belo gol de Wallyson já aos 40 minutos do primeiro tempo. Guto Ferreira lançou o time para o ataque na etapa complementar e viu o estreante Carlos Alberto, contratado na segunda-feira junto ao Atlético-PR, empatar.
Nos minutos finais, porém, Obina subiu mais que a defesa e marcou de cabeça para sacramentar a vitória tricolor. Na próxima semana, quem levar a melhor em Salvador enfrenta o vencedor do duelo entre Guaraní-PAR e Atlético Nacional-COL, que venceu fora de casa por 2 a 0.
Enquanto esperam pelo jogo de volta, marcado para as 21h50 (de Brasília) de quarta-feira na Arena Fonte Nova, as equipes retomam o foco para espantar a crise no Brasileirão. O Bahia entra em campo às 16 horas de domingo para encarar o lanterna Náutico, também na Fonte Nova. No mesmo dia e horário, a Portuguesa visita o Atlético-MG na Arena Independência.
O jogo - Mesmo sem contar com a equipe titular, a Lusa iniciou a partida tentando mostrar serviço para o pequeno público que compareceu ao Canindé. Diante de um arrumado Bahia, o time paulista só chegou com perigo aos 14 minutos quando o estreante Carlos Alberto acertou linda virada de jogo para Carlos Alberto cruzar fechado e dar trabalho para o goleiro Marcelo Lomba.
A resposta dos nordestinos aconteceu aos 22 minutos em boa descida do lateral esquerdo Raul, que exigiu grande defesa de Gledson ao arriscar de fora da área. Também pela esquerda, a Portuguesa chegou à linha de fundo com Magal, um dos mais regulares em campo, e a bola sobrou limpa para Marcelo Cañete. O argentino emprestado pelo São Paulo demorou para concluir a gol e mandou de bico no travessão baiano.
O garoto Renan, que ganhou chance para compor o meio de campo da Lusa, fazia bom jogo, mas vacilou nos passes errados e comprometeu a defesa. Em uma das saídas de bola atrapalhadas, o atacante Wallyson gingou para cima de Correa, cortou da esquerda para o meio e bateu colocado para fazer um belo gol no Canindé.
Para a segunda etapa, o técnico Guto Ferreira sacou Magal para a entrada de mais um estreante, o atacante Bergson. A alteração deixou a equipe mais ofensiva e surtiu efeito logo aos três minutos com chute de Cañete que desviou em Lucas Fonseca e parou na rede do lado de fora. Parte da torcida rubro-verde chegou a comemorar gol, mas o argentino só pôde lamentar.
Aos 15, Cañete recebeu pela ponta esquerda, se livrou de dois marcadores com muita categoria e encheu o pé o direito para carimbar o peito de Marcelo Lomba. A bola ficou viva na pequena área e Carlos Alberto deu o cartão de visitas para a torcida rubro-verde ao pegar o rebote e balançar as redes tricolores.
Cristóvão Borges não quis esperar a reação da equipe e logo tirou o amarelado Anderson Talisca para a entrada do norte-americano Freddy Adu. A substituição fez a torcida baiana voltar a incentivar os jogadores, que deram a resposta sempre pela velocidade de Wallyson pelo lado esquerdo do ataque para explorar as costas da Correa. O gol da vitória, entretanto, saiu apenas aos 45 minutos, quando Obina completou cruzamento de cabeça e deu números finais à triste noite para os lusitanos.
Fonte: Gazeta Esportiva

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