A proposta do parlamentar mato-grossense, inclusive, está sendo encampada pelo presidente nacional do PSDB e forte pré-candidato à presidência da República, o senador mineiro Aécio Neves. Outra emenda é para extinguir a contratação de cabos eleitorais nas campanhas. Se for aprovada, os candidatos só poderão contratar pessoas para exercer funções específicas, tais como assessoria de imprensa, marketing, assessoria jurídica, motorista, secretária e telefonista. “Mas não poderá mais o cara que vai estar lá balançando a bandeira na esquina. Isso é uma das situações que existem hoje que dão margens para a compra de votos e a corrupção começa aí”, destaca.
Neste sentido, segundo o projeto de Leitão, também fica proibido qualquer tipo de animação no programa eleitoral na tv. O candidato apresentaria sua proposta “de forma crua”, em pé no estúdio, sem ajuda de qualquer motivação visual, seja cena externa, cor, música ou jingles ou gráficos. Na prática, o novo modelo poderia tornar o horário eleitoral ainda mais maçante do que já é, mas por outro lado, ajudaria a população a conhecer a essência dos candidatos e de suas propostas, reduzindo a influência do marqueteiro e do poder econômico. “É fácil convencer o eleitor com este tipo de recurso, mas quero ver no ‘olho no olho’, no ‘tête a tête’, somente falando das suas propostas. Quem tem que convencer é o candidato e não a propaganda ou o marqueteiro dele. O marqueteiro vai servir para discutir a pesquisa, a linha de debate ou de discurso”.
Além destas, a reforma eleitoral tem outras inúmeras propostas interessantes. Leitão destaca que o entendimento do seu partido é pela redução do mandato de senador de 8 para 5 anos, que os suplentes sejam eleitos e não escolhidos pelo cabeça de chapa. Há ainda propostas como o fim da reeleição para o executivo e limitação das reeleições para os cargos do Legislativo, que hoje são infinitas. Conta ainda com o fim das coligações proporcionais, o voto distrital misto e o financiamento misto de campanha que inclui o privado e o público.
O deputado pondera que apenas sobre o modelo de financiamento de campanha é que não há consenso em seu partido. Alguns defendem o financiamento exclusivamente público, outros o privado e ele o sistema misto. “Não há como encaixar o financiamento exclusivamente público. Você imagina com a quantidade de candidatos a vereador que tem no Brasil inteiro, cerca de 4 mil, quanto será que vai dar para cada um para a distribuição ser igualitária?”, argumenta.
Ele ressalta ainda que a sigla ainda debate o assunto porque se houver só financiamento público seria obrigatória a votação em lista, ou seja, àquele em que o partido escolheria os candidatos e o eleitor não votaria num candidato específico, mas em todos da lista daquela legenda. Assim o resultado das urnas não representaria fielmente a vontade popular, mas dos caciques políticos. Segundo Leitão, uma alternativa para que isso não aconteça seria fazer as eleições para que o Legislativo também tenha o segundo turno. No primeiro o candidato seria eleito pelo partido e no segundo pela população.

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