A Telexfree causou verdadeiros estragos em Mato Grosso. As cidades de Paranaíta, Apiacás, Nova Monte Verde e Carlinda que junto com Alta Floresta e Nova Bandeirantes, que compõem o chamado Vale do Tapajos, também sofrem com a falta do dinheiro bloqueado pela Justiça do Acre.. Fontes revelam que em cada uma das cidades, provavelmente mais de R$ 1 milhão deixaram de circular com o bloqueio e refletem na queda das economias local. Calcula-se que R$ 10 milhões deixaram de circular.
“Se essa TelexFree não voltar estou lascado. Primeiro eu investi R$ 600,00 e por ultimo investi R$ 3.000,00. Ainda bem que está chegando a safra da manga se não estaria lascado mais ainda. Ficam com Deus meus amigos, e vamos esquecer de uma vez por todas essa TelexFree. Nunca mais” – desabafou Ilson Souza, morador da cidade de Nova Bandeirantes, no Norte de Mato Grosso, em mensagem também à empresa.
| "Meu cunhado rodou em 3 mil, deixou de comprar sapato para o filho para investir" Metalurgico, investidor |
Entre acusações, críticas e dinheiro parado segue a história de pessoas que acreditaram no ganho fácil e que hoje amargam uma violenta crise financeira. Na cidade, desabafos aparecem de todos os lados. “Meu cunhado rodou em 3 mil, deixou de comprar sapato para o filho para investir”, diz um metalúrgico que aplicou parte do salário e esta na mesma situação. São 27 mil de um empresário, 35 mil de um corretor, 3 mil de um sitiante, 100 mil de um comerciante.
“Se for dar a lista completa da cidade, ultrapassa 1 milhão,” afirma outro novabandeirantense, em longa conversa embaixo de uma arvore na Rua A 1 em Alta Floresta, ao relatar a situação.
“Vendi minha moto por 3 mil, apliquei na TelexFree. Estou ferrado, nem recebi nada. Não deu tempo. Acho que o dinheiro que aplicamos a Justiça deveria mandar eles devolver e não bloqueá-lo. Moro em Alta Floresta, mas sei de parentes e amigos de Paranaíta e Carlinda que investiram dinheiro”, diz outro investidor que revela que em Alta Floresta se estima ter sido “aplicados” maisw de R$ 6 milhões mpelos divulgadores.
Com atividades suspensa a empresa está impedida de realizar novos cadastros de divulgadores e pagamentos aos já cadastrados até o julgamento final da ação, sob pena de multa diária de R$ 500 mil. Nove tentativas de reverter a decisão que bloqueou cadastros e pagamentos foram feitas pela empresa junto a Justiça, poém a mesma não conseguiu obter êxito em nenhuma.
Concedida pela Justiça do Acre a liminar que bloqueia as atividades. No dia 24 de junho o desembargador Samoel Evangelista nega o primeiro recurso contra a liminar. Dai para frente uma sucessão de problemas judiciais. Em 2 de julho, a ministra Isabel Galloti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), nega medida cautelar dos advogados contra a liminar. 8 de julho, a 2ª Câmara Cível nega o segundo recurso. Em 10 de julho foi negado o terceiro recurso contra a liminar. No dia 12 de julho, a desembargadora Eva Evangelista nega 2º mandado de segurança (quarto recurso) contra a liminar. 19 de julho, novamente negado a tentativa de desbloqueio.
Passados mais alguns dias, em 24 de julho, o Pleno do Tribunal de Justiça do Acre nega agravo de instrumento (sexto recurso) contra a decisão do desembargador Adair Longuini. 29 de julho, a 2ª Câmara Cível nega embargos de declaração (sétimo recurso) contra a negativa do agravo regimental (segundo recurso).
Agora, os autos do processo envolvendo o caso da empresa TelexFree passarão a tramitar em segredo de Justiça. A decisão foi tomada pelo desembargador Samoel Evangelista, na quarta-feira, 31. A decisão atende a um pedido feito tanto pelo Ministério Público do Estado (MPE-AC) como pelos advogados da TelexFree que pediram a garantia de confidencialidade das informações alegando que nos autos constam dados bancárias e fiscais que possuem sigilo garantido pela Justiça.
As atividades da TelexFree, nome fantasia da empresa Ympactus Comercial Ltda., estão suspensas desde o dia 18 de junho por decisão da Justiça do Acre. A empresa é investigada por suspeita de ser um esquema conhecido como pirâmide financeira.

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