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O principal desafio de Mato Grosso na área de segurança pública para a Copa do Pantanal Fifa 2014 e, por extensão, para os próximos anos, é a melhoria no controle da fronteira seca com a Bolívia, com mais de 700 quilômetros de extensão. A projeção partiu do governador Silval Barbosa (PMDB), na noite desta quarta-feira (18/07), no Salão Clóves Vetoratto do Palácio Paiguás, durante abertura do 7º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

“Trata-se de questão que necessita ser amplamente debatida, porque o Estado possui mais de 700 quilômetros de fronteira seca com a Bolívia, além dos 300 quilômetros de águas do Pantanal. E isso é essencial ser mais debatido diretamente com o governo federal”, argumenta Barbosa.

O 7º Encontro - principal instância de debates - acontece até a próxima sexta-feira, em Cuiabá, quando serão debatidos os principais temas do segmento.

Silval deixa clara a sua preocupação com o fato de que Mato Grosso vai sediar a Copa do Pantanal Fifa 2014 sem ter ocorrido, até hoje, um treinamento conjunto das forças de segurança do Estado com a federal. Ele crê que existe uma preocupação em torno deste evento maior.

“Nós queremos debater tudo isso. A questão da fronteira, que já temos uma política de ação com o Gefron, em conjunto com o governo federal; temos também a questão da tecnologia, que evolui e a cada momento tem novos equipamentos mais avançados”, observa ele.

“E, ao mesmo tempo, não se tem como falar em segurança se não for através da prevenção. Se faz prevenção usando tecnologia de ponta e isso demanda custos”, analisa o governador.

A secretária Nacional de Segurança Pública (Senasp), Regina Miki, destaca a qualidade dos participantes do 7º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com a presença de mais de 200 especialistas.

A preocupação, contudo, segundo Regina Miki, é a de como melhorar a prestação de serviço para a sociedade, lá na ponta; como ter o financiamento da segurança pública garantido para que se possa ter um serviço de qualidade. “Binômio segurança barata, não existe”, afirma ela.

Existe um consenso entre Silval e os representantes do governo federal de que, na segurança pública, há necessidade de pessoal capacitado, aliado a equipamentos de ponta, de tecnologia e ter também esse profissional estimulado. “Estimulado não só pelo salário, mas também pela valorização profissional, por meio da qualidade de condições de trabalho e igualdade de condições como outras categorias, para que possa, por exemplo, dedicar a família”, explica a titular da Senasp.

“O maior problema da segurança pública é a integração entre os diversos entes da federação e as diferentes polícias e suas instâncias”, reconhece Sérgio Abreu, presidente do Fórum Nacional de Segurança Pública.

O 7º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública tem como tema ‘Segurança Pública, Participação e Cooperação Regional’. E prossegue nesta quinta e sexta-feiras, nas dependências da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).



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