KLEVERSON SOUZA/Assessoria de Gabinete
Como o Código Ambiental brasileiro não exige a LAU para a liberação do Manejo Florestal, os parlamentares fizeram a proposta com o objetivo de estimular a política de desenvolvimento e fomento ao negócio florestal.
A atual legislação burocratiza a liberação do Manejo Florestal e projetos ficam até cinco anos travados e sem solução. Desde 2005, empresas diminuíram suas atividades em até 30%, de acordo com empresários do setor.
Presidente do sindicato das Indústrias Madeireiras do Norte do Estado de Mato Grosso (Sindusmad), José Eduardo Pinto, afirmou que a proposta dos parlamentares é um alento ao setor que teve redução significativa nos últimos anos.
“Sem dúvida, houve diminuição da capacidade de investimento, pois a exigência da LAU diminui a oferta de matéria prima e o ritmo é menor, o que causa demissões e fechamento de empresa. Portanto, a sociedade será beneficiada com a aprovação deste projeto”, argumentou o sindicalista que é proprietário da empresa Madeiranit Madeiras Ltda em Sinop.
Com 30 municípios na base territorial do Sindusmad, José Eduardo salienta que o projeto é importante para o setor e beneficia a sociedade. “Para conseguir a LAU é um processo burocrático que depende de demorada análise. É importante reduzir o tempo entre o início e conclusão do processo e com a exigência apenas do CAR, teremos celeridade e não mudará em nada a rigorosidade para a liberação”, explicou.
José Eduardo lembrou que o setor é o principal interessado na preservação da floresta. “Se temos uma área de floresta e o proprietário da área pretende fazer um manejo, que na verdade é o bom uso e preservação da floresta, nada melhor do que facilitar. O manejo é o que mantém a floresta em pé”, justificou.
O projeto de Riva e Dilmar foi elogiado pelo sindicalista. “Existe a preocupação em simplificar, resguardando as vigências da lei para a aprovação do manejo. O setor de base florestal espera a aprovação desta proposta, ainda mais devido ao código ambiental federal não exigir a LAU, adequando a lei estadual ao modelo nacional”.
CUIABÁ E VG - Proprietário da SM Madeiras, localizada em Várzea Grande, o empresário Rafael Mason emprega 120 funcionários. Com a burocracia na liberação do manejo florestal, argumenta que quando a LAU não é liberada, o setor tem que diminuir suas atividades com a redução de funcionários.
“Apresentamos o projeto e muitas vezes não acontece à liberação da LAU e automaticamente, temos que dar férias coletivas para 40% dos nossos funcionários, pois sem a aprovação do manejo, não temos como tirar matéria prima para exploração. Hoje, trabalhamos com redução de 30% na equipe”, disse.
O empresário também confirmou que as mudanças não resultariam em prejuízos para o meio ambiente. “É preciso deixar claro que a legislação federal já permite que o manejo florestal seja liberado apenas com o CAR. Ou seja, somente o trâmite da documentação seriam agilizados”.
Os prejuízos para uma grande empresa do setor de base florestal com a burocracia para a liberação do manejo chegam a R$ 1 milhão por ano, segundo Rafael Mason. “A sociedade perde com isso, pois empregos deixam de ser gerados, o Estado arrecada menos ICMS, os trabalhos sociais são diminuídos, tudo em função da falta de liberação de um documento”, criticou.
Com a liberação do manejo florestal através do CAR, a burocracia encontrada atualmente seria resolvida. “Seria um procedimento muito mais ágil e prático, resolvendo toda a burocracia existente. O setor será muito beneficiado com esse projeto”, disse ao enaltecer a proposta de José Riva e Dilmar Dal Bosco.
Mais informações:
Assessoria de Gabinete


Postar um comentário
O Portal DN Notícias não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros. Textos de caráter promocional, inseridos sem a devida identificação do autor ou que sejam notadamente falsos, também poderão ser excluídos.
Lembre-se: A tentativa de clonar nomes e apelidos de outros usuários para emitir opiniões em nome de terceiros configura crime de falsidade ideológica. Você pode optar por assinar seu comentário com nome completo ou apelido. Valorize esse espaço democrático Agradecemos a participação!