Projeto Poço de Carbono Juruena - Cerca de 90 Indígenas e Agricultores familiares que participam de três projetos de sequestro de carbono na Amazônia estiveram reunidos em um intercâmbio de troca de saberes, no Município de Juruena, Noroeste de Mato Grosso.
O intercâmbio teve como objetivo fortalecer a capacidade indígena para a geração de renda alternativa e agregação de valor, além de permitir a troca de experiências em desenvolvimento de Sistemas Agroflorestais e Manejo de Produtos Florestais Não Madeireiros. Promovido pela Equipe de Conservação da Amazônia (ECAM) e pelo Forest Trends, com apoio da Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena (ADERJUR), que desenvolve o Projeto Poço de Carbono Juruena, patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Ambiental. A Associação Metareilá, do Povo Indígena Suruí, de Rondônia e a Associação do Povo Indígena Jiahui – APIJ, do Amazonas, também participaram do encontro.
Uma parte deste intercâmbio foi realizado na Fazenda São Nicolau, no município de Cotriguaçu. A fazenda é a sede do Projeto Poço de Carbono Florestal ONF-Peugeot, onde os participantes conheceram o Projeto de Seqüestro de Carbono Florestal da ONF-Peugeot. Com uma área total de 10 mil hectares, 3 mil já foram recuperados com 52 espécies nativas da floresta Amazônia e duas espécies exóticas. Na área recuperada foram realizados dois monitoramentos do carbono armazenado no plantio. Nos outros 7 mil hectares, compostos de floresta nativa também são realizadas, em parcelas, medições do carbono acumulado.
Os indígenas Paiter Suruí, do Projeto Carbono Suruí, de Rondônia, consideraram importante a utilização do gado bovino para controlar o capim que cresce nas áreas de reflorestamento. O controle com gado na fazenda começou há 8 anos com 2.500 cabeças e com o crescimento das espécies do plantio, este número foi reduzido para atuais 800 cabeças. Além de o gado manter o capim numa altura menor, diminuindo sua concorrência com as espécies nativas plantadas, reduz consideravelmente as despesas de manutenção do plantio e ainda gera renda com o aluguel desta área de pastagem.
Como resultado da experiência há um melhor desenvolvimento das mudas, e o gado, criado na sombra e em área controlada, está pronto para o abate, seis meses mais cedo que o gado criado em propriedades vizinhas, criados da maneira extensiva tradicional, à fazenda da ONF-Peugeot.
Outro trabalho apresentado foi o viveiro de mudas de espécies nativas. Os participantes conheceram as diferentes formas de plantios, quebra de dormência e os cuidados no manejo das mudas no viveiro, bem como os arranjos dos plantios em campo, seu desenvolvimento, os espaçamentos utilizados e os resultados da recuperação das áreas de preservação permanente com suas lições de êxito e de fracassos.
Paulo César Nunes, coordenador do Projeto Poço de Carbono Juruena, destacou a importância de observar as mudanças no uso da terra que ocorrem no seu entorno. “Neste tema, o Projeto Carbono Suruí tem muito a contribuir como experiência, uma vez que a ocupação do seu entorno é uma das mais antigas entre os 3 projetos”, explica. “É uma grande oportunidade conhecer a situação da Terra Indígena 7 de Setembro, dos Suruí, para entender e influenciar no uso da terra do entorno dos demais projetos”, complementou.
Cleide Arruda, diretora da ONF Brasil, ressaltou a importância das parcerias como um dos pilares para o sucesso de qualquer trabalho e principalmente o caso do Poço de Carbono Florestal, que vem trabalhando com parcerias desde o seu início. Recentemente, uma parceria entre este projeto e o Poço de Carbono Juruena realizou o plantio de 100 mil mudas de espécies agroflorestais no assentamento PA Juruena, no Município de Cotriguaçu, envolvendo 9 famílias de agricultores familiares.
Arildo Suruí, secretário da Associação Metareilá, do povo indígena Paiter Suruí, falou do sucesso deste encontro como experiência para os 18 participantes Suruí e para os 6 indígenas Jiahui, que repassarão o aprendizado para as suas comunidades.
Saiba mais sobre o projeto Poço de Carbono Juruena
O projeto Poço de Carbono Juruena teve início em janeiro de 2010 e além de envolver mais de 260 famílias de Juruena tem a meta de plantar um milhão e quinhentas mil mudas de espécies frutíferas e florestais nativas da Amazônia. A adesão dos agricultores ao projeto é espontânea e vem aumentando com os resultados obtidos pelas famílias que já participam. Além das mudas, os agricultores recebem orientação técnica, capacitações, insumos e participam de intercâmbios em outras experiências consolidadas na região. Outro importante trabalho relacionado à redução de emissões de carbono vem sendo realizado pelo projeto através do uso de uma serraria portátil, que aproveita a madeira morta das roças e pastagens.
Além da formação dos sistemas agroflorestais, o projeto incentiva também a COOPAVAM e a AMCA, que trabalham com a castanha-do-Brasil e seus derivados. Para garantir a sustentabilidade, os técnicos do projeto ajudam a viabilizar projetos com instituições como a CONAB. Além disso, empresas como a Natura Cosméticos também fazem parte desta iniciativa. O objetivo final deste trabalho é garantir a conservação da floresta, através da valorização de produtos florestais não madeireiros e do uso múltiplo dessas áreas.
O projeto Poço de Carbono Juruena teve início em janeiro de 2010 e além de envolver mais de 260 famílias de Juruena tem a meta de plantar um milhão e quinhentas mil mudas de espécies frutíferas e florestais nativas da Amazônia. A adesão dos agricultores ao projeto é espontânea e vem aumentando com os resultados obtidos pelas famílias que já participam. Além das mudas, os agricultores recebem orientação técnica, capacitações, insumos e participam de intercâmbios em outras experiências consolidadas na região. Outro importante trabalho relacionado à redução de emissões de carbono vem sendo realizado pelo projeto através do uso de uma serraria portátil, que aproveita a madeira morta das roças e pastagens.
Além da formação dos sistemas agroflorestais, o projeto incentiva também a COOPAVAM e a AMCA, que trabalham com a castanha-do-Brasil e seus derivados. Para garantir a sustentabilidade, os técnicos do projeto ajudam a viabilizar projetos com instituições como a CONAB. Além disso, empresas como a Natura Cosméticos também fazem parte desta iniciativa. O objetivo final deste trabalho é garantir a conservação da floresta, através da valorização de produtos florestais não madeireiros e do uso múltiplo dessas áreas.
Fonte: Assessoria
Temos uma área de aproximadamente 45.000 ha, Floresta nativa, localizada nos altos rios Envira e Murú no Município de Feijó - Acre, escriturada e com registro em Cartório, tudo certinho. não tenho GEO e procuro parceiro para fazer um grande projeto de sequestro de carbono 68 9987-0435
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