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Caos instalado no Espírito Santo (ES) devido à greve dos militares levantou a preocupação local em evitar que isso ocorra também em Mato Grosso.
Com esse temor, comandante da PM, coronel Jorge Luiz de Magalhães, já se reuniu com soldados, cabos, tenente, sargentos e oficiais para sentir se o grau de insatisfação local poderia levar a um movimento grevista.
"Preocupante o que está ocorrendo no Espírito Santos por isso estamos abrindo para conversar, a palavra de ordem do momento é conversar", ressalta.

"Estamos em pleno diálogo e temos, tanto eu quanto o governador, sensibilidade para entender as reivindicações", comenta o coronel Jorge.Na visão dele, a situação em MT é contornável, tanto é que aguarda agenda com o governador Pedro Taques (PSDB) ainda nesta sexta-feira (10), com a presença de representantes das categorias militares.
O cabo Adão, da Associação dos Cabos e Soldados de Mato Grosso, explica que existem insatisfações, mas com o desrespeito ao estatuto que rege a carreira e não exatamente com salários.
"Claro, todos querem ganhar mais, mas nossa prioridade é a farda, que não estamos recebendo e também não estamos recebendo os 30% uma vez por ano para essa finalidade. Teriam que nos fornecer uma coisa ou outra e nada. Também não estamos recebendo adicional noturno", reclama.
Outra reclamação é com o curso de sargento que estava previsto e não foi dado. "Já era para estar na terceira turma e nada".

Quanto ao salário, o soldado de Mato Grosso, que é a patente inicial na corporação, recebe R$ 4.012 por mês, este é o sétimo melhor salário do país. Antes disso, passa um período recebendo R$ 2.700, como aluno soldado. Em final da carreira militar, um coronel chega a receber em torno de R$ 27 mil por mês.Esses cursos são importantes para os militares progredirem na carreira.
Nas redes sociais, circula uma mensagem de que haverá assembleia geral da categoria com possibilidade de greve geral, mas por enquanto isso é boato.
"Não procede e a gente também não descarta nada, tudo vai depender das conversas com o comando e com o governador", explica cabo Adão.

Fonte: Keka Werneck, repórter do GD
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